Drama do Corinthians no Pacaembu

No reencontro com a sua torcida na competição internacional, Alvinegro tem de vencer Tijuana, do México, para não ficar em situação difícil no grupo

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h13

Era um grupo considerado inofensivo, mas bastaram três jogos para que o Corinthians percebesse que avançar às oitavas de final lhe custará caro. Virou uma decisão, um 'mata-mata', o confronto desta noite, às 22h, contra o Tijuana, no Pacaembu - jogo que marca a volta da torcida ao estádio na Libertadores após a tragédia em Oruro.

"Precisamos vencer e também jogar bem", disse, seco, Tite. "Brigamos pela classificação, existem grupos fáceis e outros difíceis, o Tijuana tem a melhor campanha da Libertadores, é o campeão mexicano."

Pelas contas do treinador, são necessários 11 pontos, no mínimo, para obter uma vaga à próxima fase - e em segundo lugar. O Corinthians está muito longe dessa meta e precisa de três jogos sem erros para evitar o que seria um vexame: o atual campeão morrer na fase de grupos.

Com quatro pontos, o Corinthians está a cinco pontos de distância do Tijuana e um à frente do Millonarios, que amanhã vai a Oruro enfrentar o San Jose. São três times para duas vagas.

Ano passado o Corinthians avançou com a melhor campanha de seu grupo, a segunda no geral. Teve a defesa menos vazada da competição e foi campeão invicto, algo raríssimo.

Há vários diagnósticos da comissão técnica para explicar esse início ruim. Dois resultados adversos, o empate em Oruro e a derrota em Tijuana, são consequência de fatores "extracampo", como a altitude na Bolívia, além do campo sintético e a longa viagem até Tijuana.

Tanto que Tite usa como parâmetro e como ideal a partida em que o time venceu (2 a 0)o Millonarios no Pacaembu de portões fechados. "Gostei da equipe nesse jogo e no empate contra o Santos (0 a 0 no Paulistão), tivemos bom desempenho, embora o resultado tenha sido diferente."

Se o time repetir essa atuação contra o Tijuana, Tite vê a vitória hoje como algo natural. Para ele os mexicanos não farão no Pacaembu um jogo tão bom (e ofensivo) como foi no estádio Caliente. "Aqui eles vão 'picar' mais bola", acredita.

Tite tem razão quando pensa que o Tijuana vem a São Paulo de olho no empate. A tendência é que os mexicanos se fechem e procurem o contra-ataque, utilizando a velocidade de Fidel Martínez e Riascos.

O Corinthians descansou no fim de semana depois da viagem ao México e vai repetir a escalação que perdeu em Tijuana. O que muda é a postura. Tite quer uma marcação forte e ver a bola chegando mais em Guerrero e Pato. "Os dois têm a liberdade de movimentação na frente. O Guerrero retém a bola e o Pato usa a velocidade."

O técnico treinou ainda a bola aérea, apostando ganhar o jogo num lance de bola parada. A certeza dele é uma só: "Temos de fazer nosso papel dentro de campo, a torcida fará a parte dela."

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