Oli Scarff/AFP
Oli Scarff/AFP

Dressel fatura mais três ouros no Mundial e fica perto de superar Michael Phelps

Norte-americano precisa subir ao lugar mais alto do pódio outra vez para quebrar marca da lenda da natação

Redação, Estadão Conteúdo

27 de julho de 2019 | 13h56

Grande estrela da natação mundial na atualidade e principal destaque individual no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo realizado em Gwangju, na Coreia do Sul, o norte-americano Caeleb Dressel faturou mais três medalhas de ouro em menos de duas horas neste sábado e chegou à sétima conquista no campeonato.

Em mais um dia fenomenal, Dressel venceu os 50 metros livre, prova que teve o brasileiro Bruno Fratus na segunda posição, os 100 metros borboleta e o revezamento 4x100 metros livre, chegando a seis ouros e uma prata na competição.

O nadador norte-americano abriu sua série vitoriosa nos 50 metros livres, vencido com o tempo de 21s04, mais de quatro décimos mais rápido que Fratus e o grego Kristian Gkolomeev, que dividiram a prata na prova em que o norte-americano quebrou o recorde do campeonato, antes pertencente ao brasileiro César Cielo.

Apenas 34 minutos depois de faturar o primeiro ouro, Dressel voltou à piscina para nadar os 100 metros borboleta. O ouro veio com a marca de 49s66, tempo pior apenas do que o recorde mundial, do qual ele mesmo é dono e o qual foi conquistado na semifinal. O russo Andrei Minakov levou a prata e o bronze ficou com o sul-africano Chad Le Clos.

A trinca dourada foi completa com o triunfo dos Estados Unidos no revezamento 4x100 metros livre misto. Ele abriu a prova com a primeira posição, anotando 47s34. Os americanos Zach Apple, Mallory Comerford e Simone Manuel mantiveram a liderança e, com o tempo de 3min19s40, quebraram o recorde mundial.

Dressel, que já havia igualado em Budapeste, na Hungria, em 2017, as sete medalhas de ouro do compatriota Michael Phelps, agora está perto de superar o lendário ex-nadador aposentado desde 2016, já que, com seis ouros e uma prata, ainda tem mais uma prova a disputar, o revezamento 4x100m medley.

Outros resultados

Quem também brilhou neste sábado foi a norte-americana Katie Ledecky, que conquistou o ouro nos 800 metros livre feminino ao nadar a prova em 8min13s58. Ledecky é a maior referência feminina na natação mundial da atualidade e venceu sua primeira prova no torneio. A italiana Simona Quadarella levou a prata e a australiana Ariarne Titmus ficou com o bronze.

Ledecky superou um mal-estar para voltar às piscinas na competição. A jovem nadadora de 22 anos não competia desde as eliminatórias da última segunda-feira. No dia seguinte, desistiu da fase qualificatória dos 200m livre e da final dos 1.500m livre. Ela se ausentou destas provas, em que era favorita, em razão de um mal-estar que teria começado ainda em Cingapura, na preparação do time norte-americano para o Mundial. Ledecky sofreu com desidratação e intoxicação e também estava com problemas para dormir.

Nos 200 metros costas feminino, mais um ouro para os Estados Unidos. Regan Smith, que já havia estabelecido um novo recorde mundial da prova na semifinal, confirmou o favoritismo e venceu ao bater em 2min06s69, chegando à frente da australiana Kaylee Mckeown e da canadense Kylie Masse, prata e bronze, respectivamente.

A campeã dos 50 metros borboleta feminino foi a sueca Sarah Sjoestroem, que bateu na frente ao marcar 25s02, superando a holandesa Ranomi Kromowidjojo, que chegou em segundo e a egípcia Farida Osman levou o bronze. Foi o primeiro ouro de Sjoestroem no Mundial.

Polo aquático

Na final do polo aquático masculino, a Itália superou a Espanha por 10 a 5 neste sábado e levou a medalha de ouro. Foi o quarto título mundial da seleção italiana, que é uma potência no esporte e também ostenta três ouros olímpicos (1948, 1960 e 1992). Na Rio-2016, os italianos ficaram com o bronze.

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