Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Duda celebra bi mundial, mas já mira Jogos Sul-Americanos no Chile

Por causa da conquista em Sopot, Duda é presenteado com uma barra de ouro de 300 gramas do patrocinador

Denise Bonfim, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2014 | 13h05

SÃO PAULO - Depois de conquistar o bicampeonato mundial indoor no salto em distância, no último sábado, em Sopot, na Polônia, o brasileiro Mauro Vinicius da Silva, o Duda, desembarcou nesta terça-feira no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, onde exibiu a sua medalha de ouro e celebrou o novo feito obtido no atletismo. O saltador, porém, lembrou que precisará adiar as comemorações para depois, pois já nesta quinta seguirá para o Chile para participar dos Jogos Sul-Americanos, em Santiago.

Ao lembrar desta sua última conquista, o brasileiro exaltou o fato de que precisou se superar, tendo em vista o fato de que acabara de se recuperar de duas lesões, sendo uma delas no joelho. Assim, ele não chegou a Sopot em suas condições ideais para defender o título mundial obtido dois anos antes, em Istambul, na Turquia.

"Ganhei ritmo durante o Mundial, tive que pedir dispensa de duas competições antes. Não estava pronto, mas durante a competição fui ganhando confiança", destacou Duda, que depois lembrou a condição dramática na qual acabou faturando o bicampeonato. Ele começou bem ao atingir 8,06m no primeiro salto no sábado, mas ouro só veio no último deles, quando obteve a marca de 8,28m.

"O (russo Aleksandr) Menkov (quinto colocado no Mundial) não estava 100%, mas os outros estavam bem, como o (o chinês Jinzhe) Li (segundo na prova). Os três primeiros colocados do Mundial de Moscou (de 2013) estavam na prova, ela estava forte", disse o brasileiro, ao enfatizar o bom nível da disputa pelo ouro. "Eu não acreditei quando o Li queimou o último salto. Sabia que ele estava pressionado por ser o último salto. Ele correu forte, isso acabou atrapalhando e ele queimou", completou Duda, ao comentar o erro que acabou lhe assegurando o bicampeonato.

O saltador afirmou que poderia ter saltado mais do que os 8,28m que lhe garantiram o ouro em Sopot, embora essa tenha sido a segunda melhor marca da temporada indoor neste ano. "Quando saltei 8,06m comemorei, fiquei confiante para tentar mais. Para o último salto consegui encaixar melhor minha corrida. Poderia ter sido melhor se não tivesse cometido um pequeno erro na finalização", disse.

Depois de participar dos Jogos Sul-Americanos, Duda será submetido a um exame de ressonância magnética para saber se precisará ou não ser operado por causa de suas lesões. "Espero que não precise de nenhuma intervenção cirúrgica. Assim conseguiremos ficar bem ranqueados nas competições do ano", afirmou o técnico Aristides Junqueira, o Tide, nesta terça-feira.

PRÊMIO EXTRA

Por causa da conquista em Sopot, Duda foi presenteado nesta terça com uma barra de ouro de 300 gramas dada pelo BM&F Bovespa, seu patrocinador. Já Tide ganhou uma barra de 100 gramas por seu trabalho como treinador. Fabiana Murer e Thiago Braz, atletas do salto com vara que defenderam o Brasil em Sopot, também estiveram presentes na entrevista coletiva na qual as barras foram entregues.

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