JF Diório/Estadão
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Duda se diz pronta para pressão após ser eleita melhor do mundo

Meia-esquerda ganhou eleição pública promovida pela Federação Internacional de Handebol; atleta é bicampeã da Liga dos Campeões

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2015 | 19h33

O sucesso do Brasil no handebol não é apenas coletivo. A seleção feminina é a atual campeã mundial e nesta quarta-feira a meia-esquerda Duda Amorim ganhou o prêmio de melhor jogadora do mundo, superando outras quatro adversárias em uma eleição pública. Ela alcançou 35,2% dos votos e ficou surpresa com o resultado. "O handebol brasileiro está se fortalecendo e ganhando cada vez mais prestígio. Antes, em amistosos, muita equipe subestimava a gente. Agora temos respeito de todos", disse.

A votação foi promovida pela Federação Internacional de Handebol. Dois anos antes, em 2013, a ponta Alexandra ganhou o prêmio. "Tive boas temporadas, estou em um momento bom, ganhei duas Ligas dos Campeões e fui melhor atleta estrangeira da Hungria", contou. "Para fechar esse ano falta uma medalha no Mundial e, claro, falta a Olimpíada", disse Duda, sobre a competição na Dinamarca em dezembro e os Jogos no Rio no próximo ano.

Duda recebeu a notícia quando estava passeando no shopping com o marido. Ficou emocionada, depois recebeu uma ligação de seu técnico na seleção brasileira, Morten Soubak. "Ele teve um fator importante no nosso sucesso, pois virou nossa cabeça e fez a gente acreditar. Devemos muito a ele. Quando me ligou, ele falou que agora eu tinha de conseguir a próxima também", revelou.

A jogadora sabe que o cobiçado prêmio aumentará a pressão em cima dela para as próximas competições. Mas ela garante que está pronta para o desafio. "Sei que é uma conquista que pode pressionar um pouco, mas não é momento para pensar nisso. Sei lidar com isso. É um passo novo, mas estou preparada", comentou.

Ser eleita a melhora jogadora do mundo também é um estímulo para Duda, que teve uma lesão séria no joelho esquerdo, passou por cirurgia e vai demorar um pouco para voltar às quadras. "A recuperação está indo bem, estou dois meses e três semanas nela e com três meses posso voltar a correr. Vou ficar no Brasil até completar quatro meses e depois continuo a reabilitação na Hungria."

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