Dunga admite: chegou a hora de vitória com boa impressão

Técnico espera que, contra a Colômbia, a seleção convença, ao contrário da decepção em setembro com a Bolívia

Bruno Lousada e Marcel Rizzo, RIO, O Estadao de S.Paulo

15 de outubro de 2008 | 00h00

Treinadores de futebol gostam de usar o termo "regularidade" para dizer que o time vai bem. Tal palavra não tem constado ultimamente no dicionário da seleção brasileira, sem vencer duas partidas seguidas em Eliminatórias desde 2004 - ou 18 jogos. À parte isso, a equipe comandada por Dunga está há duas rodadas sem fazer gol em casa. Hoje, às 22 horas, Kaká e companhia terão a chance de acabar com esses números incômodos e poderão despedir-se do Maracanã como quem vai e deixa saudade. Algo que há tempos a equipe nacional não faz. Acompanhe o confronto onlineSerá a última exibição do Brasil no Rio pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. "Queremos lavar nossa imagem, deixar o Rio com uma imagem positiva", declarou o técnico Dunga, que terminará a temporada em paz, se a seleção vencer - e sobretudo convencer - contra os colombianos. Embora ocupe a segunda posição e tenha goleado a Venezuela no domingo (4 a 0), a seleção ainda não caiu nas graças da torcida. Tampouco tem sido brilhante nas Eliminatórias. A inconstância tem sido sua característica permanente.Em setembro, venceu o Chile por 3 a 0, em Santiago, e três dias depois não saiu do 0 a 0 com a Bolívia, no Engenhão, com direito a vaias dos poucos torcedores que foram ao estádio. Antes, havia empatado sem gol com a Argentina, em Belo Horizonte. O último gol em casa saiu em novembro de 2007, no Morumbi, nos 2 a 1 sobre o Uruguai. Vencer duas vezes seguidas no torneio continental ocorreu pela última vez em 2004 - sobre Bolívia e Venezuela. Um retrospecto ruim, por se tratar de time pentacampeão mundial."A preparação para os jogos foi idêntica. Temos um pouco mais de dificuldade ao atuar em casa por causa da postura dos adversários", explicou Dunga. "Mas não creio que a Colômbia fique na defesa. Mesmo porque tem jogadores habilidosos."O adversário deu trabalho nas visitas ao Brasil nas duas últimas Eliminatórias. Em 2000, no Morumbi, a seleção comandada por Leão venceu por 1 a 0 nos acréscimos. Na ocasião, irritada com a atuação do time, a torcida atirou bandeiras no gramado. A decepção foi maior em 2004: 0 a 0, em Maceió.Mas, no que depender da dupla Kaká e Robinho, os colombianos têm motivo de sobra para franzir a testa. Com os dois em campo, o Brasil ainda não perdeu sob o comando de Dunga. Mais do que isso: eles são os artilheiros da seleção no período pós-Copa de 2006: Robinho já tem 12 e Kaká, 10.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.