Dupla brasileira descarta revanche contra Cuba no vôlei de praia

Com a medalha de ouro em jogo,Brasil e Cuba voltam a se enfrentar no vôlei feminino, destavez na praia, no sábado, mas a dupla brasileira Juliana eLarissa não quer nem ouvir falar em revanche da derrota para ascubanas na quadra. "Gosto muito delas, são gente boa, mas quadra é quadra epraia é praia", disse Larissa, referindo-se às jogadorasbrasileiras que perderam a medalha de ouro para Cuba notie-break, na quinta-feira. "Revanchismo não é um sentimentobom e existe um respeito muito grande entre as cubanas e agente no vôlei de praia", acrescentou Larissa, medalha debronze no último Pan, em Santo Domingo, jogando ao lado de AnaRicha. "Os grandes vencedores são aqueles que respeitam osinimigos", afirmou Juliana, reforçando o discurso de Larissa etambém repudiando qualquer sentimento de vingança na final desábado. Queira ou não a dupla brasileira, a torcida já deu mostrasque não vai ser simpática às cubanas, transferindo para a arenade Copacabana a frustração vivida no Maracanãzinho. Nasemifinal entre Cuba e Canadá, logo após o jogo do Brasil,nesta sexta-feira, os torcedores vaiaram a dupla cubana etentaram incentivar as canadenses, com os gritos de "Let''s goCanadá" e "É Canadá, Cuba não dá". Mesmo com o aperitivo da semifinal, a cubana DalíxiaFernandez afirmou não temer a pressão da torcida na decisão. "Já jogamos aqui. Sabemos que a torcida adora suas equipes,mas sabemos que também amam Cuba. O público aqui nunca noshostilizou, nunca faltou com o respeito", disse ao deixar aarena após a fácil vitória sobre o Canadá, por 21-13 e 21-16. "Na quadra, a rivalidade é diferente. É uma disputa que vemde tempos atrás. Na praia temos uma grande amizade", completouDalíxia, observada por sua parceira Tamara Larrea, que vestiauma canga com a bandeira do Brasil. A dupla cubana foi medalha de ouro em Santo Domingo, masjamais venceu a atual dupla brasileira. "Jogamos duas ou trêsvezes no circuito mundial e elas sempre nos ganharam", disseDalíxia. Se descartam revanche, Juliana e Larissa também não queremouvir falar de favoritismo. Bicampeãs do circuito mundial, asbrasileiras lembram que Cuba tem tradição no vôlei e já sepreparam para trabalhar o sistema defensivo. "As duas jogadoras são altas e têm uma virada de jogoforte", comentou Larissa. "Dalíxia é muito boa de bola, por sercubana ataca bem, tem boas largadas e sabe o que está fazendo.Tamara (1m83) é muito alta e ataca forte", completou a análise. A dupla brasileira garantiu sua presença na final com umavitória tranquila sobre o México, por 21-12 e 21-13. Comoestavam muito ligadas após a vitória sobre os Estados Unidos,na véspera, as brasileiras disseram que não dormiram direito eaproveitaram as horas insones para traçar a estratégia de jogo. "Teve horas que a grandona não conseguiu achar a gente",disse Larissa, em menção à mexicana Bibiana Candelas, 1m96, quenão pôde usar sua altura para o bloqueio devido à variação dojogo brasileiro.

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