É preciso anular Neymar e Ganso

Jogadores do Barcelona dizem que têm de marcar forte os dois astros do Santos para levar o título domingo

LUÍS AUGUSTO MONACO, YOKOHAMA / ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h04

Os jogadores do Barcelona disseram ontem que para vencer o Santos é preciso anular Neymar.

A maioria das perguntas aos espanhóis, como era de se esperar, foi sobre o talento do atacante. Mas um velho conhecido do futebol brasileiro, o ex-corintiano Mascherano, alertou para o perigo representado por Paulo Henrique Ganso.

"Fala-se muito do Neymar, que é um grande jogador e tem um estilo que o público gosta de ver, mas a qualidade do Ganso é fantástica", alertou o argentino.

Se Mascherano apontou o dedo para Ganso, Puyol se alongou nos comentários sobre Neymar. "É um grandíssimo jogador, com um futuro impressionante. Vai ser difícil marcá-lo, ele esconde a bola e nunca se sabe por qual lado vai sair. Neutralizá-lo será trabalho para toda a defesa, e não para apenas um jogador."

Adriano foi mais democrático. Por ser brasileiro, ele aumentou o leque de jogadores que podem decidir para o Santos.

"O Neymar é o grande destaque, mas há outros jogadores de muita qualidade como o Ganso, o Elano, o Borges... Com certeza vai ser um jogo lindo."

Daniel Alves passou pela área de entrevistas, após a vitória sobre o Al-Sadd, sem falar sobre o assunto. Aos que o chamavam, principalmente os brasileiros, ele dizia que por norma do clube os jogadores que ficam na reserva e não entram na partida não podem falar com a imprensa.

A lamentar, a ausência de Messi. O craque argentino foi do vestiário para o ônibus por uma saída alternativa, sem passar entre os jornalistas. Segundo os repórteres espanhóis esse é o comportamento padrão do craque, e ele raramente conversa com a imprensa depois das partidas.

Guardiola vai estudar. O técnico do Barça admitiu que até a noite de ontem ainda não havia assistido ao vídeo do jogo do Santos contra o Kashiwa Reysol (vitória por 3 a 1). "Não conseguimos viajar para ver a partida no estádio, mas os jogadores acompanharam pela televisão. É algo que ajuda", apontou. "Meus colaboradores vão me informar como joga o Santos, mas ainda não vi nada. A partir de amanhã (hoje) vamos pensar nisso."

Mas Guardiola tem uma ideia do que o espera. "Nosso próximo rival é um clube histórico desde a época de Pelé. Agora estão com uma nova geração, que guarda muito da magia daquela época e que forma um time muito talentoso e perigoso."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.