'É um sonho ganhar como titular pela primeira vez '

Entrevista - Sheilla, oposto da Unilever

Bruno Lousada, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

A oposto Sheilla, da Unilever, tem um desafio especial: ganhar o primeiro título da Superliga Feminina como titular. "É um sonho", admitiu ela, a melhor pontuadora da competição com 475 pontos (405 de ataque, 55 de bloqueio e 15 de saque).

Pela primeira vez, você pode conquistar o título da Superliga como titular. Qual o significado disso?

É um sonho. Já conquistei um título no Mineirinho (pelo MRV/Minas na temporada 2001/02) há 9 anos, mas não jogava como titular. Agora, se eu puder ganhar a taça em Belo Horizonte, a cidade onde nasci, e jogando desde o início, será maravilhoso.

Bate ansiedade?

Sim. Os dias demoram a passar.

Bernardinho já disse que você tem fome de bola. Esse é o segredo para se tornar novamente a maior pontuadora da competição?

Sim. Gosto muito do que faço. Gosto de treinar e de jogar. Quero sempre melhorar. Preciso evoluir a defesa. Acho até que o ataque na ponta preciso melhorar.

Há favorito?

Não. O Osasco ganhou o ano passado, o time não mudou, isso é um ponto forte para eles, mas o jogo vai ser decidido nos detalhes. Vai ser um jogão. Os dois times estão preparados, se respeitam bastante, e vamos ver quem vai vencer.

A decisão em uma partida não deixa o duelo mais tenso, mais imprevisível?

Deixa a gente mais ansiosa, na verdade Na melhor de cinco partidas, se perder uma, tem a outra. Agora, com um jogo só, tem ser decidido ali, não vai ter outra oportunidade. A pressão é grande, mas é bom, faz parte da vida de um atleta.

Há sete anos, Rio e Osasco decidem quem vai ser o campeão. Isso é bom ou ruim para o vôlei feminino?

São as duas grandes equipes e, até agora, ninguém conseguiu batê-las. Não se constrói um time e se ganha no mesmo ano. É um trabalho longo, de vários anos. O Vôlei Futuro já veio com um time melhor e tem de continuar investindo para mudar esse cenário. Mas Osasco e Rio mereceram chegar à final.

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