Anthony Charlton/AFP
Anthony Charlton/AFP

Economia de R$ 4,5 Bi

Os Jogos de 2012 têm planejamento exemplar e hoje, a um ano do evento, festeja conclusão de 90% das obras em cerimônia

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2011 | 00h00

Um ano antes da abertura dos Jogos de Londres, uma certeza os organizadores já têm: gastarão menos do que o estimado na construção das arenas e obras de infraestrutura. O custo final deverá ficar em torno de 7,5 bilhões de libras (cerca de R$ 19 bi), 1,8 bilhões de libras (R$ 4,5 bi) a menos do que previa o orçamento.

E quando Tom Daley, que virou celebridade na Grã-Bretanha ao se classificar para o salto da plataforma da Olimpíada de Pequim com apenas 14 anos, mergulhar hoje na piscina do Parque Aquático, todas as seis arenas permanentes propostas para os Jogos já estarão prontas e devidamente inauguradas - 90% de todos os palcos.

"A um ano da abertura, esta é a melhor preparação para uma Olimpíada que eu já vi", elogiou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, que hoje convidará o mundo todo a participar dos Jogos em evento na famosa Trafalgar Square. "Não tenho a menor preocupação. As obras estão dentro do prazo e do orçamento."

Não houve mágica. Na verdade, quando Londres se candidatou a receber os Jogos previu um orçamento de 4 bilhões de libras esterlinas (R$ 10 bi). Mas a estimativa se mostrou totalmente imprecisa e em março de 2007 a cidade aprovou o novo plano.

Equalizar tempo e dinheiro é fundamental. O comitê organizador tentou convencer os construtores - 98% ingleses - que gastar pouco e entregar as obras no prazo seria um diferencial para as empresas se candidatarem a outras obras pelo mundo e se recuperarem da crise econômica. Deu certo.

"Como país e como indústria, devemos ficar orgulhosos e tentar maximizar as oportunidades por todo o mundo enquanto as memórias do que podemos fazer ainda estão frescas", disse John Armitt, chefe da Autoridade Olímpica.

Jogos da sustentabilidade. A promessa é de que Londres receba os Jogos mais verdes da história. De cada libra investida, 75 centavos foram destinados à regeneração do meio ambiente. E o bairro inteiro onde fica o Parque Olímpico, Stratford, marginalizado há mais de 50 anos, está sendo revitalizado.

"Foram dois anos de planejamento antes de fazer qualquer coisa no local", lembrou Dan Epstein, chefe de desenvolvimento sustentável e regeneração da Autoridade Olímpica. Foi construído um centro de energia para o Parque com baixa emissão de carbono, que posteriormente será utilizado pelo bairro.

Quase todo o material de demolição da área antes degradada foi reaproveitado. "Demolimos 240 prédios, limpamos os detritos e reutilizamos. Isso significa que 2 milhões de metros cúbicos de terra foram mantidos no local, o que corresponde a 85% do material utilizado na obra. E isso significou 16 mil caminhões a menos nas estradas", explicou.

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