Dominic Favre/EFE
Dominic Favre/EFE

Economia não deve decidir sede de Jogos de 2016

Presidente do COI, Jacques Rogge, afirma que a prioridade é o tratamento que será dado aos atletas

Karolos Grohmann, Reuters

16 de junho de 2009 | 17h10

A economia ou a projeção de um aumento de receitas não deve ser o fator decisivo na escolha do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a sede dos Jogos de 2016, disse nesta terça-feira o presidente do órgão.

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Um dia antes da penúltima apresentação das candidatas Madri, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro aos membros do COI, o chefe do Comitê, Jacques Rogge, disse que o tratamento aos atletas deve ser a principal prioridade.

"Eu compartilho a visão de que a economia não deve orientar nossa decisão", disse Rogge. "No passado nós não íamos necessariamente à cidade mais rica, e eu acho que nós estávamos certos assim. Em primeiro lugar está o cuidado com os atletas. Os jogos são para o atleta, não para outra meta superior", afirmou Rogge.

As quatro cidades vão se apresentar na quarta-feira a cerca de 90 membros do COI em Lausanne. Em outubro, o comitê se reúne em Copenhague para decidir a cidade-sede após mais uma breve defesa das candidatas. Rogge também descartou que a cidade vitoriosa seja decidida por um rodízio geográfico ou alguma outra razão política.

"Eu não me inclino por considerações geopolíticas. Não é a economia que importa, mas sim um legado sustentável", afirmou.

O Rio tem enfatizado que os Jogos nunca foram para a América do Sul, e defensores da candidatura de Chicago afirmam que em 2016 os Estados Unidos já estarão há 20 anos sem receber a Olimpíada.

CHEFES DE ESTADO

Rogge também disse que o COI vai tentar restringir as atividades de chefes de Estado em relação à votação de 2 de outubro, por medo de que o próprio evento seja ofuscado.

Chefes de Estado já fizeram campanha ativamente no passado por cidades-sede. Em 2007, o então presidente russo Vladimir Putin ajudou Sochi a ganhar a disputa pelos Jogos de Inverno de 2014.

Tony Blair, enquanto era primeiro-ministro britânico, deu em 2005 uma grande contribuição para a escolha de Londres (2012). Ele se encontrou com dezenas de membros do COI antes da eleição em Cingapura.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode comparecer à sessão de outubro para apoiar Chicago, onde ele passou boa parte de sua vida política.

"Se chefes de Estado quiserem estar presentes, estão em seu pleno direito. Nós queremos restringir as atividades para os padrões definidos pela comissão de ética", disse Rogge.

Pouco depois da entrevista coletiva de Rogge, dois manifestantes contrários à candidatura de Chicago entraram pacificamente na sede do COI e distribuíram panfletos contra a iniciativa da cidade.

"Eu amo Chicago e vivi ali por 40 anos, mas esse não é um bom momento para termos na cidade uma festa tão cara, diria até privada", disse Rhoda Whitehorse, da campanha. "Nós simplesmente não podemos bancar isso."

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