Econômico, Santos festeja o mínimo

Time de Muricy bate Cerro Porteño por 1 a 0, no Pacaembu, e leva ao Paraguai a vantagem do empate para chegar a mais uma decisão continental

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

Não importa que o time tenha exibido pouco brilho (com a exceção de sempre, Neymar), perdido gols e superado o adversário por apenas 1 a 0 ontem à noite, no Pacaembu.

Para o Santos, o triunfo sobre o Cerro Porteño foi motivo de comemoração. Afinal, um empate na semana que vem, em Assunção (ou uma derrota por um gol de diferença, desde que marque um tento) bastará para levar o clube à final da Libertadores.

"Não ter tomado gol em casa já é importante. Libertadores é assim, nessa fase agora sempre vai ser apertado, não tem jeito", justificou o técnico Muricy Ramalho após a partida. "Jogamos melhor no segundo tempo e nosso goleiro não fez nenhuma defesa", argumentou.

"Foi um grande jogo e um grande resultado, sem dúvida", festejou o volante Arouca.

Invicto em 14 jogos no Santos, Muricy não abriu mão de volantes defensivos e voltou a usar a habilidade de Neymar como arma única no ataque. Em noite inspirada, o camisa 11 fez a jogada que resultou no gol de Edu Dracena, no primeiro tempo.

Sem Ganso, machucado, o técnico pôs Elano de volta à armação. O artilheiro santista na temporada (14 gols), no entanto, teve outra atuação apática.

Zé Eduardo, no ataque, tampouco conseguiu encerrar o jejum de mais de dois meses sem marcar. "Atacante quando não faz gol perde a tranquilidade", perdoou Muricy.

Mesmo com Zé Eduardo e Elano em noite ruim. Muricy demorou a fazer alterações. "Só troco se for por alguém muito melhor, senão eu mantenho", diz Muricy. A entrada de Maikon Leite e Alan Patrick na parte final, porém, deu mais dinâmica à equipe, mas o segundo gol não saiu.

Nervosismo. No primeiro tempo, o Santos começou vacilante e deixou a torcida mais nervosa. O alívio veio quando Neymar arrancou pela esquerda e cruzou na medida para Edu Dracena marcar de cabeça, na segunda trave. No segundo tempo, o time teve as melhores chances no fim. No último lance, Alan Patrick perdeu gol na pequena área.

Contra o Botafogo, no sábado, pelo Brasileiro, Muricy deve colocar um time misto.

Hoje, em Montevidéu, Peñarol e Vélez fazem o jogo de ida da outra semifinal da Libertadores.

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