'El Tanque' evolui e já não lembra o de 2002

BUENOS AIRES - O fato de Santiago "El Tanque" Silva já ter defendido o Corinthians não significa que o torcedor alvinegro conheça bem o atacante do Boca Juniors. E a razão é simples: sua passagem pelo Parque São Jorge em 2002 foi pífia. Em seis meses, o uruguaio disputou apenas cinco partidas e não marcou nenhum gol. Deixou o Alvinegro rumo ao Nacional do Uruguai sem deixar saudade.

RAPHAEL RAMOS , ENVIADO ESPECIAL / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h05

Nesses dez anos que separam a saída do atacante do Corinthians e o seu reencontro com o clube na decisão da Libertadores, muita coisa aconteceu na vida de Santiago Silva. Depois de fracassar no Nacional, ele ainda jogou no River Plate do Uruguai antes de ir para a Europa. Passou pelo pequeno Energie Cottbus, da Alemanha, e depois pelo Beira-Mar, de Portugal. Depois ainda perambulou por clubes uruguaios e argentinos, e só foi se encontrar no Banfield, em 2009.

Sob o comando de Julio César Falcioni (não por acaso o seu técnico agora no Boca), ele foi um dos responsáveis pelo título inédito do Banfield no Torneio Apertura - foi artilheiro com 14 gols.

Em alta, foi mais uma vez artilheiro do Apertura no ano seguinte, desta vez pelo Vélez. Em 2011, o título argentino lhe rendeu uma transferência para a Fiorentina por US$ 2,5 milhões (pouco mais de R$ 5 milhões). Na Itália, porém, praticamente não jogou.

Vendo o homem que lhe ajudou a ganhar o título argentino de 2009 encostado na Europa, Falcioni pediu a sua contratação. No dia 14 de fevereiro, contra o Zamora, da Venezuela, ele fez a sua estreia na Libertadores. No esquema de Falcioni é um homem de poucos mas decisivos gols. Muito diferente do garoto que passou pelo Corinthians em 2002.

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