Elano, mais uma vez, é o maestro santista

Readaptado com facilidade ao futebol brasileiro, meia decide novamente ao fazer um gol e participar do outro

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

Nem o torcedor mais otimista do Santos esperava um começo tão promissor de Elano em seu retorno ao time da Vila Belmiro. Destaque no clássico, o meia liderou a equipe, abriu o placar em bela cabeçada e deu forte chute que resultou no segundo gol. Em quatro jogos, chegou a cinco no Estadual e retoma cada vez mais a posição de ídolo no clube.

Elano chegou como principal contratação do Santos para a temporada e, de início, já corresponde às expectativas da torcida. No clássico de ontem, foi o maestro santista e amenizou mais uma vez a ausência de Neymar e Ganso no ataque. "Procuro sempre me posicionar bem e vem dando certo. No segundo gol, foi difícil a bola para o Rogério e deu certo", disse o camisa 8. "Vou seguir trabalhando e espero ser sempre um espelho bom para os mais jovens".

Aos 29 anos, Elano é um dos mais experientes no elenco do Santos. Combativo na defesa e participativo no ataque, já é considerado um dos homens de confiança do técnico Adílson Batista. Ontem, teve mais uma vez a atuação e a personalidade elogiadas pelo treinador. "No fim do jogo ele pedalou, rodou, fez tudo. Eu nem precisava pedir para ele. É um jogador bem consciente, que vai acrescentar muito ao grupo", disse o treinador.

A fase artilheira de Elano, por sinal, não é exclusividade em seu retorno ao Santos. Na última Copa do Mundo, ele fez dois gols em dois jogos pela seleção brasileira até se contundir, na partida contra a Costa do Marfim, e desfalcar o time.

Descanso. Decisivo nos últimos três jogos do Santos - já havia marcado dois contra o Grêmio Prudente (vitória 4 a 2) e outros dois no empate com o São Caetano (3 a 3) -, Elano pode ganhar descanso em alguns dos próximos jogos do Santos pelo Paulista. O time da Vila Belmiro terá três duelos antes da partida de estreia na Taça Libertadores, contra o Deportivo Táchira, no dia 15, na Venezuela.

"Sempre há desgaste, jogamos sob sol quente. Se for necessário vamos fazer (descanso), senão vamos trabalhar do mesmo jeito", disse o meia, que chegou do Galatasaray, da Turquia, no início do mês.

Em grande fase, o meia santista nem se incomodou em rebater as declarações feitas por Rogério Ceni após a partida de ontem (leia abaixo). "Tudo bem, quem foi melhor ou pior não importa. Ele tem a opinião dele, mas o que importa é que o Santos venceu", disse ele.

Veteranos. O questionado Léo, que também foi bem no clássico com o São Paulo, aproveitou a alta dos "veteranos" após a partida para calar as críticas recentes. "Os mais experientes têm história, devem ser respeitados e servir de exemplo", desabafou o lateral-esquerdo de 35 anos.

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