Eldorado-Brasilis lança desafio em 2004

A quinta edição da Eldorado/Brasilis, a mais longa regata brasileira de vela oceânica, lançará um desafio aos velejadores: quebrar o recorde do barco "Touché?, de Ernesto Breda, que em 2001 percorreu as 1260 milhas náuticas em 181h49min. A organização estuda um troféu especial para quem fizer a travessia Vitória-Ilha de Trindade-Vitória, em menos tempo. Quinze tripulações já estão inscritas para a prova. A largada será dia 17 de janeiro de 2004. A melhor marca, depois do "Touché", foi a do "Vó Zizinha", do comandante Wagner Gomide, vencedor da regata deste ano, que completou o percurso em 210 horas. Ernesto Breda decidiu que só voltará a disputar a regata quando algum veleiro quebrar sua marca. A regata, com organização e promoção da Rádio Eldorado e apoio da Agência Estado, O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, chegará ao quinto ano com novidades. Uma delas, ainda em fase de discussão, será a organização de exposição náutica no Iate Clube do Espírito Santo onde funciona o comando da regata, reunindo expositores de veleiros, lanchas, pesqueiros, etc. A organização deverá ser da empresa capixaba Ondaluz, do velejador Luis Roberto Gomes Câmara, responsável por grandes eventos, principalmente na cidade de Vitória. "Chegar ao quinto ano da regata é a prova de que um trabalho bem feito no esporte amador dá resultado. É um marco. Não é fácil organizar uma regata que leva quase duas semanas", explica o organizador Fernando Luigi que, no momento, está negociando o patrocínio da competição. Como o valor médio de cada veleiro é de US$ 100 mil e os investimentos para a regata não custam menos do que US$ 10 mil, uma regata como a Eldorado/Brasilis é um vento de cerca de US$ 1, 7 milhão de dólares. Segundo Luigi, a logística é complicada e a competição não poderia ser realizada não fosse o apoio da Prefeitura Municipal de Vitória, Federação Capixaba e Vela e o Iate Clube do Espírito Santo. Dos 15 barcos já inscritos para a prova de 2004, seis são rookies (estreantes): os paulistas "Hummel", de Fábio Reis e "Totora", de Carlos Alberto Fernandes da Silva; os cariocas "Passargadas", de Antonio Aranha, "Orsa Maggiore", de Rogério da Secca Silva e "Coco Loco", de Hélio Siqueira de Abranches e o capixaba "Gato Xadrez", de Sérgio Rossi. Segundo Fernando Luigi, o objetivo dos organizadores é fazer a competição com 20 barcos. A primeira edição da regata, em 2000, contou com apenas seis veleiros. Caso o construtor de veleiros Thierry Stumpf consiga produzir dois barcos rigorosamente iguais, a 5ª edição da Eldorado/Brasilis poderá contar também com a disputa da Fórmula Eldorado. Uma competição paralela à regata, apenas entre os dois veleiros. Segundo Plínio Romeiro, da Rádio Eldorado, a competição seria uma atração à mais. "Os barcos teriam todos os mesmos detalhes. A diferença ficaria por conta da regulagem de cada um, de acordo com a respectiva tripulação".

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