Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Eleição no Palmeiras não terá chapa única

Paulo Nobre, candidato favorito à vitória em janeiro, rejeita a possibilidade de se unir a seus adversários

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h11

Os candidatos à presidência do Palmeiras assumiram o compromisso de fazer uma eleição limpa, em clima amistoso, tanto que uma reunião foi realizada na quarta-feira para sacramentar a paz. Mas como tudo na vida tem limite, até mesmo a cordialidade, a ideia de coroar o pacto de não agressão com uma chapa única não se tornará realidade.

O problema maior é a falta de sintonia entre as correntes políticas do clube. Paulo Nobre, que poderia ser o candidato único, não quer se unir a Décio Perin e Wlademir Pescarmona por entender que os aliados deles não condizem com o que ele acredita ser o melhor para o clube.

Além disso, a aproximação de Nobre com o ex-presidente Mustafá Contursi também ajudou a eliminar a possibilidade de uma aproximação entre os candidatos. Embora seja detestado por boa parte da torcida, Mustafá goza de muito prestígio no Conselho Deliberativo. Ele é o ex-presidente que mais carrega votos - de 60 a 75 dos 284 possíveis.

Ex-diretor de futebol, Pescarmona é o candidato que aparece com menos força na eleição, pois quem o apoia é o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, que não tem muito prestígio no Conselho. Décio Perin tem como "padrinho" o ex-presidente Affonso della Monica, figura bastante forte entre os conselheiros, tanto que foi um dos responsáveis pela vitória de Arnaldo Tirone na última eleição.

Existe ainda a possibilidade de Sérgio Moyses sair como candidato do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), que faz oposição a Tirone - provavelmente para retirar a candidatura a poucos dias da eleição.

Tirone, por sua vez, parece mesmo em dúvida sobre a possibilidade de se candidatar. Conselheiros amigos do presidente contam que ele às vezes diz querer um novo mandato, outras vezes afirma que não vê a hora de deixar o cargo. Se decidir concorrer, no entanto, suas chances de vitória são pequenas, já que até o momento ele não conta com nenhum apoio político de peso.

Pressão à vista. Embora a disputa política seja o principal assunto do Palmeiras no momento, a equipe ainda tem duas partidas a disputar no Campeonato Brasileiro e o técnico Gilson Kleina trabalha por um fim de temporada digno. A equipe enfrentará o Atlético-GO, domingo, no Pacaembu, e o Santos, na Vila Belmiro. Essa partida seria disputada no domingo, dia 2, mas foi antecipada para o dia 1º - o mesmo ocorreu com o clássico carioca entre Flamengo e Botafogo.

Kleina tem um grande problema para montar o time para o jogo de domingo. A maior torcida organizada do clube prometeu dar apoio à equipe, desde que não sejam escalados os jogadores considerados por ela culpados pelo rebaixamento e que seja dada chance aos garotos.

O treinador bem que gostaria de atender ao pedido, até para começar a fazer testes para o ano que vem, mas 13 jogadores estão impossibilitados de jogar e isso faz com que Kleina seja obrigado a escalar alguns dos "culpados".

Luan, Barcos, Márcio Araújo e Román estão suspensos e Maurício Ramos, Wesley, Marcos Assunção, João Denoni, Henrique, Valdivia, Daniel Carvalho, Tiago Real e Fernandinho estão machucados. Por outro lado, Leandro Amaro, Thiago Heleno, Patrik, Betinho, Maikon Leite e Artur, alvos de críticas da torcida, têm condições de jogo. Assim, o treinador terá de contar com os rejeitados pelo menos para compor o banco de reservas.

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