Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Chapecoense prevê pacote de reforços no primeiro semestre de 2017

Diretoria trabalha com cautela para não se precipitar na escolha das contratações

Ciro Campos, enviado especial a Chapecó, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2016 | 06h00

O longo processo da Chapecoense para recompor o elenco não deve se encerrar antes da estreia na próxima temporada. A diretoria pretende avançar aos poucos nas contratações e continuar a observar possíveis oportunidades já com os campeonatos de 2017 em andamento, para poder chegar no meio do ano, para o início do Campeonato Brasileiro, em condições de se manter na elite.

Depois do Ano Novo, o elenco começa a pré-temporada com uma base que será complementada pouco a pouco nos meses seguintes. O clube admite cautela para não se precipitar e considerar o pacote de reforços como suficiente para competir em igualdade com outros elencos em 2017.

De acordo com o novo diretor de futebol, João Carlos Maringá, a reconstrução do elenco irá além das contratações desta janela de transferências do fim de ano. "Queremos começar o Estadual com menos jogadores. A ideia é deixar alguns atletas para contratarmos durante os campeonatos regionais. Vamos observar o Paulista. Nós não podemos queimar todas as nossas fichas agora, tudo de uma vez", explicou o dirigente à reportagem.

O clube perdeu 19 jogadores no acidente aéreo da delegação, na Colômbia, no dia 28 de novembro. O presidente em exercício, Ivan Tozzo, admite a busca por 25 atletas para o começo da temporada, em janeiro, quando a Chapecoense vai disputar a Primeira Liga. A diretoria já fechou com o zagueiro Douglas Grolli, ex-Cruzeiro, e quer apresentar mais reforços antes das festividades de fim de ano.

"É um trabalho difícil. Às vezes você quer contratar um goleiro, aí você espera a resposta, porque acha que vai dar certo, mas no fim não evolui a negociação. Isso atrapalha, faz a gente perder tempo. Estamos ansiosos para conseguir logo trazer mais jogadores", afirmou Maringá. "Teve casos em que nossa primeira opção não deu certo, nem a segunda. É preciso ter várias opções na manga", completou.

Nesta semana o clube vai passar por uma outra mudança na diretoria. Na sexta-feira haverá eleição para definir o novo presidente. O candidato único é Plínio de Nês, o Maninho, atual presidente do Conselho Deliberativo. O presidente em exercício Ivan Tozzo recusou continuar no cargo para poder cuidar de compromissos pessoais e voltará a ser vice, cargo que ocupava antes da morte de Sandro Pallaoro no acidente aéreo com a delegação do clube.

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