Elenco ignora presidente e fala em ''jogo de resultado''

Preocupação dos jogadores é apenas com a vitória contra o Nacional, hoje, e não com a qualidade do futebol

, O Estadao de S.Paulo

18 de março de 2010 | 00h00

Nada de espetáculo, futebol bonito. O torcedor são-paulino que for ao Morumbi hoje à noite (18.707 ingressos já foram vendidos), às 21h30, para o jogo contra o Nacional, do Paraguai, pode esperar a vitória, mas provavelmente ainda não verá o tão cobrado bom nível de atuação do time. Para desespero do próprio presidente Juvenal Juvêncio, que vem seguidamente pedindo mais de seus pupilos. Os jogadores agora encarnam o espírito guerreiro: o que vale, acima de tudo, é seguir bem vivo na briga por uma vaga na segunda fase da Taça Libertadores.

"O Ricardo Gomes ainda não teve tempo de trabalhar uma equipe só, tem de ficar mudando por causa do excesso de jogos", justifica Richarlyson. "As críticas são justas, mas no momento nossa meta principal é vencer."

Washington propõe um raciocínio que não deixa de ter um argumento razoável: "O presidente tem direito de criticar, mas ele prefere jogar bem e perder ou jogar mal e ganhar?", questiona o artilheiro. "Tenho certeza de que entre a vitória e jogar bem, ele escolheria os três pontos. É isso principalmente que vamos buscar", completa.

O jogo desta noite não seria mesmo mais adequado para pensar nos três pontos. O Nacional é o lanterna do Grupo 2, não venceu ainda nenhuma partida e perdeu os três jogos que disputou. "A gente sabia que perder pontos fora para este time do Nacional já seria complicado", lembra Richarlyson. "Agora, ganhar em casa é uma obrigação."

O técnico já tem a equipe definida. Só não ousa divulgá-la. Não se sabe quem joga em duas posições: a lateral-esquerda e o quarto homem do meio-campo. Na primeira, o favorito a ocupar uma vaga, quem diria, é Júnior César, que começou a temporada como reserva, mas ganha oportunidades conforme as improvisações de Ricardo Gomes se mostram pouco eficazes. A grande incógnita está no meio de campo. Jorge Wagner, Cléber Santana, Léo Lima, Marcelinho Paraíba e até Rodrigo Souto brigam por um lugar. Jean, Richarlyson e Hernanes já estão garantidos. Jorge Wagner é o mais cotado para iniciar a partida.

O Nacional praticamente já jogou a toalha nesta Libertadores. Mas vem com time quase completo para São Paulo. O único desfalque do time é Peralta, lateral-direito da equipe paraguaia. Arturo Aquino, que já havia entrado na primeira partida, deve jogar em seu lugar. Bertrán, "astro" do time, tem presença assegurada. / G.C.

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