Elenco vai decidir como parar Assunção

Após falhas na bola aérea, Emerson Leão diz que os atletas vão definir se a marcação será por zona ou individual no clássico

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2012 | 03h03

Com apenas 19 atletas, o São Paul0 não pôde fazer coletivo ontem para tentar corrigir suas falhas defensivas antes de pegar o Palmeiras no clássico de amanhã, em Presidente Prudente. Segundo o técnico Emerson Leão, os próprios jogadores vão decidir se a marcação será individual ou por zona.

O time levou três gols de escanteio nos últimos cinco jogos e corre risco diante da bola forte alviverde, com Marcos Assunção. "Se tomamos um ou dois gols de bola parada, é normal. Mas depois do terceiro temos de prestar atenção", diz Leão. "Podemos fazer marcação individual ou marcação por zona. Pedi para eles pensarem e vamos treinar amanhã (hoje) com base no que eles decidirem."

O técnico garante que não tem preferência e prefere que a decisão parta dos próprios jogadores. "Eu não jogo mais, meu (sistema de marcação) preferido é aquele que nosso goleiro e a defesa optarem. E aí vamos treinar para melhorar. Isso é bom, porque eles ficam cúmplices entre si", diz o treinador, que aponta o elenco ainda em busca de melhor forma física. "Quando todos estiverem bem, este índice vai melhorar."

As trocas constantes no time titular, por sinal, têm prejudicado o entrosamento da equipe, bastante renovada em 2012. Nos nove jogos pelo Estadual, apenas Cortez e Lucas estiveram presentes em todos. Em Presidente Prudente, serão sete jogadores afastados por lesão - estão fora Rogério Ceni, Luis Fabiano, Wellington, Fabrício, João Filipe, Cañete e Douglas.

Poucas opções. O excesso do jogadores no departamento médico dá poucas opções ao Tricolor no clássico - o time deve ser praticamente o mesmo que empatou com o Bragantino, apenas com os retornos de Paulo Miranda e Willian José. Leão lamenta a pouca chance de testar alternativas. "Esta situação (de lesões) não é a que desejávamos. Mas, com todo o sofrimento que tivemos, estamos vencendo." Casos como de Cañete e Wellington, que tiveram de passar pela segunda cirurgia no mesmo joelho, são os que mais causam frustração.

"É desagradável ver nossos atletas sofrerem de repetição. Desconforto muscular de cinco dias, como o de Fabrício, nada representa, pois em uma semana está pronto para jogar", disse ele, que isentou o preparador físico do clube, José Mário Campeiz. "Não vamos culpar nosso preparador físico, não tem nada que esconder. O que nos desagrada são as lesões seríssimas, que levaram às cirurgias."

SÃO PAULO. APÓS CIRURGIA, WELLINGTON RECEBEU ALTA ONTEM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.