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'Eles são cada vez mais comuns', diz doutor em fisiologia do esporte

Turíbio Leite de Barros, doutor em fisiologia do esporte, fala sobre os superatletas

Entrevista com

Turíbio Leite de Barros

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 17h21

Turíbio Leite de Barros, doutor em fisiologia do esporte, analisa os superatletas e afirma que, além dos treinos, eles precisam ter talento.

Como o senhor analisa os superatletas nos esportes?

Eles são cada vez mais comum, mas ainda exceções. O primeiro superatleta foi o Shaquile O’Neal, que era muito forte, grande e ágil.

O atleta grandalhão é necessariamente lento?

Este é um estigma. Um atleta muito grande, forte, teria de ser necessariamente lento. Mas o conceito atual mudou.

Como se forma superatleta?

É preciso uma série de fatores. Tem o lado físico, orgânico e genético. O atleta precisa ter talento. O suplemento alimentar é indispensável no desenvolvimento. E precisa ser integrado com o treino.

Quais são os suplementos mais utilizados hoje?

As proteínas são cada vez mais cultuadas. Elas servem para fortalecer os músculos. Para ganho de massa e hipertrofia usa-se a creatina. Já os aminoácidos servem para acelerar a recuperação de lesões para que o atleta consiga jogar muito e se machucar pouco.

O senhor acredita que todas as modalidades serão dominadas pelos ‘gigantes’?

Não. No basquete e no vôlei os atletas precisam ser altos porque a cesta está lá em cima e a rede também. Mas algumas modalidades nem estão preparadas para caras grandes. É o caso da ginástica, que utiliza aparelhos, como o cavalo, que não possui estrutura para atletas grandalhões.

Até onde se pode chegar?

O futuro é a manipulação genética, mas se conhece pouco sobre isso ainda. Aterroriza um pouco, pois não sabemos até onde vai chegar essa pesquisa. Pode haver uma distorção da cultura do esporte.

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