Elias se despede, chorando, por R$ 19 milhões

GOIÂNIA

Fábio Hecico ENVIADO ESPECIAL/ GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2010 | 00h00

Foi comovente. Assim que a partida acabou, Elias não sabia para onde ir. Negociado com o Atlético de Madrid por 7 milhões (quase R$ 19 milhões), o volante estava desesperado, afinal de contas não queria deixar o Parque São Jorge. As altas cifras deixaram os dirigentes de mãos atadas. Chorando, o jogador despediu-se dos torcedores, viu seu nome ser gritado forte e garantiu que seu ciclo com a camisa corintiana apenas "dá um tempo."

"Infelizmente estou indo embora, pois já estou apalavrado com o Atlético de Madrid. Infelizmente esse último jogo meu, também do William (se aposentou) e queria a vitória para encerrar o ano bem. Mas um dia vou voltar, pois o Corinthians é minha vida, minha história, meu amor", garantiu Elias, que chorava como uma criança.

"Futebol é assim, acontecem muitas coisas. Várias coisas me marcaram aqui, como essa torcida que nunca parou de cantar", afirmou, apontando para a arquibancada, de braços erguidos, reverenciando os torcedores. "Sempre soube que um dia poderia sair. Vou sentir falta dos meus companheiros, do dia a dia no clube, vou com dor no coração, mas nossa carreira é assim", seguiu. "Aqui, aprendi a nunca desistir, defendi essa camisa com unhas e dentes."

Ano passado, após bela primeira semestre, quem se despediu até soluçando do Alvinegro foi o também volante Cristian. "Todos querem jogar no Corinthians. Estamos muito organizados, forte", reconhece o presidente Andrés Sanchez.

Mais comedido, o zagueiro William também se despediu. Sem a taça, mas com a certeza do dever cumprido em 160 jogos com a camisa do clube e três taças erguidas (Série B, Paulista e Copa do Brasil). "Ainda não caiu a ficha porque estou saindo de férias. Mais longas que a dos companheiros, é bem verdade", discursou. "O corintiano é muito inteligente, sensível ao grupo que tem, por isso fez festa no fim e fomos saudá-los. Eles entenderam a força que o grupo fez para recuperar, após sete jogos sem vencer. A gente leva essa experiência para 2011."

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