Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Eliminação e prejuízo já assustam

Corinthians teme não passar pelo Tolima, na Colômbia, e disputar apenas o Paulista e o Brasileiro na temporada, além de deixar de arrecadar milhões

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2011 | 00h00

O duelo com o Tolima pela pré-Libertadores parecia apenas mera formalidade para o Corinthians avançar à fase de grupos, mas o empate no Pacaembu mudou o cenário. Até quarta-feira, data do jogo de volta em Ibagué, diretoria e elenco terão uma semana de pressão inesperada. O tropeço em casa expôs os erros e colocou em risco a receita mínima de R$ 4 milhões dada como certa pelo clube na competição continental.

Em termos financeiros, o que interessa para o Corinthians na Libertadores é a bilheteria. Em 2010, mesmo eliminado logo nas oitavas de final, o clube do Parque São Jorge arrecadou neste quesito mais do que o campeão Internacional. Em quatro jogos no Pacaembu, foram R$ 9 milhões, contra R$ 7,5 mi embolsados pelo time do Sul nas sete partidas até a decisão.

Na quarta, no Pacaembu com alguns espaços vagos (público de 26.536 pagantes), a arrecadação do Corinthians foi de cerca de R$ 1,3 milhão. Mesmo no pior cenário para a Libertadores de 2011, com esta média baixa de público e a queda na primeira fase, a classificação contra o Tolima garantiria R$ 4 milhões ao clube, além de cerca de R$ 600 mil referente a bonificações pagas pela Conmebol pelas partidas em casa. No total, descontados os 10% pagos à Conmebol em cima da bilheteria, o montante ficaria em torno de R$ 4, 2 mi.

Uma eventual eliminação diante do Tolima, é óbvio, seria um desastre não só no aspecto financeiro. Com folha salarial inchada (cerca de R$ 7 mi), o primeiro semestre do Corinthians se resumiria à disputa do Estadual e às primeiras rodadas do Brasileiro, que se inicia no dia 8 de maio. Temendo esta possibilidade, representantes de torcidas organizadas cogitam fazer manifestações (de apoio e cobrança) até domingo, quando o time embarca para a Colômbia. "Claro que o torcedor não pode estar contente. O futebol apresentado não foi bom", admitiu o goleiro Júlio César, em entrevista à TV Globo. "Temos de lutar para buscar a classificação lá. É o jogo que decide o nosso ano."

Sufoco incomum. A fase preliminar da Libertadores foi disputada pela primeira vez na edição de 2005 e, desde então, nunca um clube brasileiro foi eliminado ou sofreu derrota nos jogos de mata-mata. Nos oito duelos que envolveram times do País, quem passou mais trabalho foi o Palmeira em 2005, que empatou o jogo de ida com o Tacuary no Paraguai (2 a 2), mas venceu por 2 a 0 em São Paulo e avançou.

O clima de apreensão causado pelo empate com o Tolima poderia ter sido evitado pelo Corinthians já no fim do Brasileiro do ano passado. Uma vitória simples sobre o Goiás na rodada final não daria o título nacional ao clube, mas garantiria a vaga direta para a Libertadores.

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