Em 13º, seleção de conjunto fecha Mundial de Ginástica Rítmica com bom futuro

Brasil terminou na frente da Espanha, vice-campeã na edição anterior

Estadão Conteúdo

02 de setembro de 2017 | 18h46

A seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica fez um bom papel no Mundial, realizado em Pesaro, na Itália. Neste sábado, o grupo, que teve parte das integrantes renovada neste ano, competiu nas duas séries: cinco arcos e três bolas e duas cordas. O time se saiu bem e o desempenho fez ter a certeza de que segue no caminho certo. O Brasil, que ficou em 13.° no geral com 31,700, ultrapassou potências da modalidade como a Espanha, vice-campeã mundial na edição anterior.

A série de cinco arcos voltou a levantar o público como aconteceu em Kazan, na Rússia, na última etapa da Copa do Mundo. A seleção se saiu muito bem, somente com pequenas falhas, e acabou somando 16,050. No conjunto de três bolas e duas cordas, a nota foi 15,650.

"A participação do Brasil foi muito positiva. Fizemos duas apresentações fortes e sem grandes falhas e já conseguimos chegar a casa dos 16 pontos com a coreografia de cinco arcos. Mas, cometemos outros erros na execução e na dificuldade. Se não tivéssemos perdido esses pontos, subiríamos bastante nossa nota", avaliou Camila Ferezin, técnica da seleção de conjunto.

Camila Ferezin ressalta que a equipe com essa formação está trabalhando há pouco tempo e obter esse resultado com um curto espaço de tempo já é algo muito bom. "Esse ano tivemos um curto tempo de preparação, foram apenas três meses, com novas ginastas e três com estreia em Mundial. Além de que só pudemos competir uma vez antes. Por isso tudo, acredito que cumprimos o nosso papel. Estou bastante feliz com o nosso desempenho diante de tudo que passamos para chegar até aqui".

A treinadora lembra que esse foi o primeiro Mundial do ciclo olímpico e também o primeiro com o novo código de pontuação adotado pela Federação Internacional de Ginástica. Por isso, a seleção tem um longo caminho pela frente até chegar ao objetivo maior que é Tóquio-2020. "Nós queremos a vaga olímpica e vamos buscá-la com toda determinação. Esse é o nosso objetivo e sabemos que para isso precisamos estar bem no cenário mundial. Então estar neste contexto, brigando de igual para igual é cumprir o nosso papel para agora. Vamos seguir treinando forte para a disputa do Pan-Americano, em outubro, e no próximo ano entrar com tudo desde o começo", ressaltou.

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