Em 25 rodadas, 23 mudanças de técnicos

Só 8 times não trocaram de comando. PC Gusmão, do Figueirense, foi o mais recente a cair

O Estadao de S.Paulo

16 de setembro de 2008 | 00h00

Torcedor, você sabe qual o técnico do seu time e quem era no início do Brasileiro? Quem torce para Grêmio (líder), Palmeiras (2º), Cruzeiro (3º), São Paulo (5º), Vitória (6º), Flamengo (7º), Sport (8º) e Coritiba (9º) carrega a resposta na ponta da língua. Dos outros 12 clubes da Série A, só o mais fanático ou os que fizerem pesquisa. O Nacional de 2008 está batendo o recorde de trocas de comandos.A última degola aconteceu no fim de semana. Após a surra por 5 a 0 para o Sport, domingo, a diretoria do Figueirense não resistiu e demitiu PC Gusmão. O cargo será herdado por Mário Sérgio, que há algumas rodadas deixou o Atlético-PR.O time de Curitiba, por sinal, é o recordista de troca de treinadores neste Brasileiro. Nada mais do que cinco técnicos. Ney Franco - está dirigindo o Botafogo - iniciou a campanha. Passou o bastão para Roberto Fernandes, que deu lugar a Tico dos Santos, substituído por Mário Sérgio. Agora, é Geninho quem tenta salvar a equipe do rebaixamento. Na estréia, sábado, vitória por 2 a 0 na Lusa.Dois times já tiveram quatro comandantes: o Náutico, até a última rodada na zona de degola, e o Ipatinga, penúltimo colocado e seriamente ameaçado de cair. Desde a primeira rodada, o time do Vale do Aço esteve entre os piores, numa prova clara de que trocar de comando nem sempre é o melhor caminho.Um bom exemplo para a teoria vem da Portuguesa. Após levar o time ao acesso na Série A2 do Paulista e na Série B ano passado, Vágner Benazzi ganhou o boné após alguns tropeços. Valdir Espinoza chegou ao Canindé falando grosso, com discurso de buscar vaga na Libertadores e, poucas rodadas depois, também estava desempregado.A bomba caiu nas mãos de Estevam Soares, ainda sem conhecer o caminho das vitórias e, desde domingo, segurando a lanterna da competição. "O sinal está amarelo. A situação é complicada, mas ainda não podemos nos desesperar", afirma Estevam, confiante numa reação da Portuguesa.Se conseguirá, só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: terá de fazer mágica para a equipe render fora de casa, onde só venceu uma vez: 1 a 0 no Botafogo, justamente seu próximo rival, domingo, no Canindé. Nos outros 12 jogos como visitante, só derrotas. A Lusa ainda empatou com o Palmeiras no Pacaembu, por 1 a 1, e perdeu do Vasco por 1 a 0 em Santa Bárbara d?Oeste, jogo no qual era mandante, mas cumpria punição (Canindé fora interditado).Cuca é quem mais dirigiu clubes no campeonato. Começou no Botafogo, mas não resistiu à pressão pela perda do título carioca e a eliminação na semifinal da Copa do Brasil. Chegou ao Santos cheio de pompa, como treinador ousado, adepto do futebol bonito. Foram vários jogos sem triunfo, vaias, atrito com torcida e jogadores (colocou o artilheiro do Brasileiro, Kléber Pereira, no banco de reservas) até a conseqüente queda. Agora, tenta salvar o Fluminense dos últimos lugares na classificação.

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