Em alta, Brasil encara a instável Argentina

Seleção de Neymar e cia. está em alta, enquanto o rival passa por momento irregular. Jogo começa às 23h10, com SporTV

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2011 | 00h00

Brasil e Argentina fazem hoje, às 23h10, horário de Brasília, no Estádio Monumental de Arequipa, no Peru, a partida mais aguardada do Campeonato Sul-Americano Sub-20. Consideradas as favoritas à conquista das duas vagas para os Jogos Olímpicos de Londres, os históricos e eternos rivais vivem situações diferentes. O Brasil chega ao grande clássico com o moral nas alturas. A seleção lidera o hexagonal final com seis pontos - é a única com 100% de aproveitamento nessa fase (venceu Chile e Colômbia). Os argentinos estrearam com tropeço contra o Equador (1 a 0), mas se recuperaram com vitória por 3 a 2 sobre o Chile.

Neymar, mais uma vez, carrega a responsabilidade de conduzir a seleção. É consenso no grupo que, em partidas como essa, por mais que o momento do time brasileiro seja melhor do que o do argentino, a lógica dos números tem pouca interferência. Com pouco espaço para o toque de bola, a esperança é de que o atacante santista esteja inspirado pelo aniversário de 19 anos, completados ontem, e presenteie a si mesmo e aos torcedores brasileiros com uma grande exibição. Houve festinha com bolo e parabéns ao craque. O pai, Neymar da Silva Santos, deu uma miniatura de Ferrari ao filho. "Depois vou querer uma de verdade", brincou o atacante.

Preocupação. Desde a fase de preparação, em dezembro, na Granja Comary, em Teresópolis, o treinador Ney Franco deixa claro sua preocupação com o time argentino. Sabe-se que a oscilação demonstrada pelo adversário não o desqualifica. "Trata-se de uma grande equipe, com bom toque de bola e jogadores perigosos do meio para frente", analisou o técnico. "É um jogo que vai exigir de nosso time em todos os aspectos: técnico, tático, físico e emocional."

De acordo com as contas da comissão técnica, dez pontos são suficientes para garantir a vaga olímpica. Uma vitória, portanto, deixa o Brasil a um empate de seu principal objetivo. Os próximos adversários são o Equador, na quarta-feira, e o Uruguai, no sábado.

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