Odd Andersen/AFP
Odd Andersen/AFP

Em alta, Brasil quer incomodar os gigantes no Mundial de handebol

Seleção masculina vai para a próxima fase e tem a melhor campanha nacional no torneio. No domingo pega a Croácia

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2019 | 04h37

O Brasil vem demonstrando no Mundial masculino de handebol que pode enfrentar as grandes potências em condições de igualdade. No evento que está sendo disputado na Alemanha e Dinamarca, o time comandado pelo técnico Washington Nunes ganhou nesta quinta-feira da equipe unificada das Coreias por 35 a 26 e se classificou para a próxima fase da competição. No domingo, enfrenta a Croácia.

O resultado foi histórico, pois o Brasil já alcançou sua melhor colocação de todos os tempos, superando o 13.º lugar no Mundial de 2013. “Estamos muito contentes em saber que o trabalho que estamos realizando, não só de agora, mas de anos, em todos os Mundiais, vem dando resultado”, comentou o ponta Felipe Borges.

“Desde 2013 que estamos no quase e agora chegamos entre os 12. Não dá para dizer em que posição vamos acabar, mas vamos tentar fazer o máximo possível. A gente veio para incomodar. Vamos manter o trabalho e descansar. O desgaste da fase de grupos foi muito alto. Vamos nos recuperar para as partidas que virão. Elas serão complicadas e precisamos dar o máximo”, continuou.

Apesar da vaga, o Brasil entra em desvantagem. As seleções que avançaram carregam os resultados diante dos times classificados. Assim, como o Brasil perdeu para França e Alemanha, as outras duas da chave que passaram, inicia sem ponto a próxima fase, enquanto os rivais (que empataram entre si) largam com três pontos. As outras seleções são Croácia (4 pontos), Espanha (2) e Islândia (0).

“O nosso objetivo é ir atrás da melhor classificação. Todo mundo quer ir para a final, todo mundo está se entregando ao máximo e tendo um empenho incrível. Estamos entre os 12, mas isso não é suficiente, então queremos mais. Seja quem vier, queremos ganhar cada jogo. Não vai faltar compromisso e esperamos que dê tudo certo”, avisou Borges.

Ele espera que o "time de guerreiros" do Brasil continue a fazer história. "Nem sei quando começou essa coisa de guerreiros, mas faz tempo. Eu estava no grupo, surgiu, falávamos que somos guerreiros, não desistimos, criaram música, esse é o espírito e ficou marcante. Nunca foi fácil e nunca vai ser. Dependemos dessa luta durante os 60 minutos e isso que a gente quer demonstrar a cada jogo", concluiu.

 

 

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