Em alto astral, Palmeiras tenta reagir

Após o ótimo resultado pela Copa do Brasil, time de Felipão pega o Vasco e quer agora melhorar situação no Nacional

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2012 | 03h04

Não poderia haver momento melhor para o Palmeiras buscar uma recuperação rápida logo neste início de Campeonato Brasileiro: classificação para a final da Copa do Brasil muito bem encaminhada, rusgas entre Felipão e diretoria adormecidas, caso Valdivia resolvido (ao menos temporariamente).

E é nesse ambiente, favorável, como há tempos o time não vivia, que o Palmeiras começa a busca pela reação no Nacional, contra o Vasco, hoje, às 16 horas, na Arena Barueri.

Com apenas um ponto na competição - obtido no jogo de estreia e mais nada-, o time de Felipão agora volta os olhos para a "maratona" que é o Brasileiro. "Temos estado muito focados na Copa do Brasil porque é o nosso objetivo e estamos nos momentos de decisão, mas agora temos de voltar a olhar para o Brasileiro e reagir", disse o lateral Juninho.

"Como o Brasileiro é muito longo, estamos muito concentrados na Copa do Brasil, mas agora temos de buscar a primeira vitória", endossa o atacante Mazinho, um dos heróis da vitória sobre o Grêmio (2 a 0) na quarta-feira, resultado que é a base da tranquilidade e da confiança que tomaram conta do elenco palmeirense nesta semana.

Mas mesmo querendo se concentrar no Nacional, é impossível se desconectar totalmente do mata-mata. Tanto é que o que deu certo em Porto Alegre deve ser repetido em Barueri.

Felipão gostou da formação com Henrique jogando de volante e dando proteção extra à defesa. Mas, conforme sua já tradicional estratégia, o técnico não confirmou como o time jogará e nem mesmo se pretende poupar alguns titulares. Certo é que Valdivia está à disposição de Felipão. O meia decidiu que tentará se recuperar do trauma de ter sofrido sequestro relâmpago fazendo o que mais gosta: jogar bola.

Vasco. Com 100% de aproveitamento, pouco importa ao time se o Palmeiras vai estar com sua força máxima ou se vai poupar jogadores por causa da disputa paralela da Copa do Brasil.

Caso obtenha o triunfo, o Vasco vai igualar seu melhor início no Brasileiro. Venceu as cinco primeiras em 1988, com a quinta partida justamente contra os palmeirenses. Para isso, o técnico Cristóvão Borges conta com a segurança e categoria do zagueiro Dedé, a força ofensiva do lateral Fagner e a versatilidade e resistência física do volante Rômulo. / COLABOROU LEONARDO MAIA

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