Em busca do 8º pódio seguido

Desde 1984 que o judô traz pelo menos uma medalha. Em Londres, Tiago e Leandro devem manter a escrita

WILSON BALDINI JR., O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h08

Apesar de muita gente praticar judô quando é criança, esta arte marcial japonesa só é lembrada com maior intensidade no Brasil de quatro em quatro anos, quando se disputa os Jogos Olímpicos. E a pergunta que todos se fazem não é se o judô vai ganhar medalhas, mas quantas medalhas virão? Há sete olimpíadas seguidas que esta modalidade, criada por Jigoro Kano, em 1886, ajuda o País a melhorar a sua colocação na classificação geral. Já são 15 conquistas: 2 de ouro, 3 de prata e 10 de bronze.

Pela primeira vez, a Federação Internacional de Judô vai se utilizar de um ranking mundial para selecionar os 22 judocas de cada uma das sete categorias no masculino - no feminino, são 14 atletas em seis categorias. O resultado obtido nas diversas competições internacionais está sendo somado pela FIJ. Cada país poderá levar um atleta por categoria.

No ano que vem, em Londres, as chances dos brasileiros mais uma vez são bem grandes. No masculino, Tiago Camilo (até 90 quilos) e Leandro Guilheiro (até 81 quilos) podem se tornar os maiores medalhistas deste esporte, caso consigam a terceira subida ao pódio. Desta forma, estarão ultrapassando o lendário Aurélio Miguel (campeão em Seul/1988 e terceiro colocado em Atenas/1996).

Já Leandro Cunha, duas vezes vice-campeão mundial na categoria até 66 quilos, quer repetir seu bom desempenho também em Jogos Olímpicos.

Os novatos Felipe Kitadai (60 quilos) e Bruno Mendonça (73 quilos) correm por fora e poderão surpreender os rivais.

Nas categorias mais pesadas ainda não existe uma definição do representante brasileiro.

Desta forma, Luciano Corrêa e Leonardo Leite brigam por uma vaga entre os que pesam até 100 quilos. Já Rafael Silva, Daniel Hernandes e João Gabriel Schlittler disputam um lugar entre os superpesados (acima de 100 quilos).

O certo é que, de qualquer forma, o Brasil estará muito bem representado para somar pelo menos mais uma medalha e subir pela oitava vez consecutiva no pódio olímpico.

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