Em busca do cinturão, Junior Cigano já projeta lutar na Arena Fonte Nova

Depois de perder o título para Cain Velasquez, o brasileiro vai enfrentar Mark Hunt neste sábado

Bruna Toni e Guilherme Dorini, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Junior Cigano dos Santos teve uma ascensão meteórica no UFC. Estreou em 2008, aos 24 anos, já recebendo o prêmio de nocaute da noite. Depois vieram oito vitórias seguidas e o cinturão dos pesos pesados. Nada mal para alguém que nem sonhava se tornar um lutador profissional.

Natural de Caçador, em Santa Catarina, ele sempre teve o sonho de crescer profissionalmente para ajudar seus familiares. Mas resolveu mudar de vida e partiu para Salvador. Lá encontrou seu porto seguro e se apaixonou pelas artes marciais.

Aos 14 anos experimentou um pouco de capoeira, mas foi aos 21, treinando jiu-jítsu, que percebeu que levava jeito para a coisa. "Vir para Salvador foi a melhor coisa que fiz. Acabei me encontrando e descobrindo que eu era um bom lutador."

Não à toa, o catarinense é, muitas vezes, confundido por baiano. Sua ligação com o estado é tão forte que ele não tem dúvidas sobre onde gostaria de fazer sua estreia em solo brasileiro. Fã de futebol, Cigano sonha alto. "A intenção é sugerir minha próxima disputa de cinturão no Brasil. A Fonte Nova ficou pronta e tenho certeza de que lotaria. Gostaria muito de lutar aqui", comenta.

Apesar de ter perdido o cinturão para Cain Velasquez em sua última luta, Cigano terá a oportunidade de recomeçar sua busca pelo título. Para isso, o brasileiro precisa vencer Mark Hunt, neste sábado, no UFC 160, em Las Vegas, e ficará de olho na luta principal do evento, protagonizada por Pezão e Velasquez. Mesmo querendo a revanche contra o norte-americano, Cigano afirma que não tem como torcer contra o amigo. "Quero muito enfrentar Cain de novo, mas prefiro que o Pezão seja campeão, por ser uma pessoa muito boa e merecer isso."

Treinado por Luiz Dórea, famoso técnico de boxe, o catarinense está mais confiante. O patrocínio do Corinthians, fechado em 2012, também faz diferença. "Eu sou corintiano, então poder fazer parte do clube é muito gratificante. As coisas melhoraram. Eu já tinha uma estrutura montada e eles, a experiência no esporte. Com isso, o apoio é muito maior."

Ele sabe que a noite de sábado pode reservar muitas surpresas, mas não atrela seu futuro ao resultado contra Velasquez. Por isso, a palavra "aposentadoria" passa distante de seu vocabulário. "Está muito longe, com certeza. Ainda vou lutar muito. Amo o que faço, acho que esse é o segredo da coisa."

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