Em busca do prestígio perdido

Categoria arranca, em SP, para resgatar força do passado, quando atraía interesse não só nos EUA

WILSON BALDINI Jr., O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

A São Paulo Indy 300 não é uma aposta apenas da Prefeitura para buscar receitas e turismo para a maior cidade da América Latina. A partir das 13 horas, quando a bandeirada dará início à temporada 2010, a Indy Car vai apostar todas as suas fichas no resgate do prestígio internacional da categoria, que um dia já reuniu nomes consagrados como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansel, Rick Mears, Mario Andretti, Nelson Piquet, entre muitos outros. Em 1992, em crise na Fórmula 1, Ayrton Senna chegou a fazer um pequeno teste na equipe Penske e chegou a admitir seu desejo de migrar. Uma cisão em 1996 quase acabou com a categoria, que voltou a tomar o rumo do sucesso uma década depois. Perde no gosto dos americanos para a Nascar, mas está muito à frente da F-1 na América do Norte.

"A prova aqui no Brasil é importante para tornar a Indy mais conhecida", afirmou Helio Castroneves, tricampeão da tradicional prova de Indianápolis e um dos favoritos para vencer no Anhembi e conquistar o título.

Além dele, o Brasil conta com mais seis representantes na prova. Destaque para Tony Kanaan, campeão em 2004. Entre os estrangeiros, o escocês Dario Franchitti (atual campeão) e o neozelandês Scott Dixon (campeão de 2008) são fortes concorrentes.

A torcida dos organizadores, pilotos e fãs do automobilismo é para que, após as 75 voltas previstas, a São Paulo Indy 300 seja responsável pelo reerguimento no mundo da categoria. Seja em pista de rua, oval ou em um circuito permanente.

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