Wilton Junior/AE
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Em busca do top 10 em 2016, Nuzman vê peso igual para todas as medalhas

Dirigente diz que Brasil deve ficar entre os dez países que mais conquistará pódios, ignorando a classificação pelo número de medalhas de ouro

Jamil Chade / Genebra, Correspondente, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2012 | 03h02

GENEBRA - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, colocou como meta a classificação do Brasil entre os dez maiores medalhistas nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Mas ignora a forma pela qual o Comitê Olímpico Internacional (COI) contabiliza as delegações e diz que vai apenas considerar o total de medalhas conquistadas, e não o número de ouros.

"Nossa meta é a de estar entre os dez países a receber o maior número de medalhas'', declarou Nuzman ontem, em Genebra. O presidente do COB participou de um evento promovido pelo Brasil na ONU debatendo a relação entre os esportes e a paz.

Nuzman, porém, insiste que a forma pela qual irá contabilizar a posição do Brasil em 2016 no ranking não será a que o COI utiliza - leva e conta na classificação final o número de medalhas de ouro conquistadas.

Se o método de Nuzman fosse considerado, o Brasil seria hoje a 37.ª potência no esporte mundial, contabilizando as 91 medalhas olímpicas ganhas pelo País na história dos Jogos - 20 delas de ouro. Para Nuzman, a forma do COI não é a mais justa, já que a diferença entre um primeiro colocado e o terceiro pode ser mínima numa competição.

Para 2012, o COB quer apenas a repetição do desempenho do Brasil em Pequim em 2008. Na China, a delegação brasileira foi a maior de sua história: 469 integrantes, sendo 277 atletas em 32 modalidades. O Brasil conquistou 15 medalhas, mas apenas três delas apenas foram de ouro. O País acabou terminando na 23.ª posição. Em Atenas, com cinco medalhas a menos, o Brasil ficou em 16.º, com cinco ouros.

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