Em campanha, Dilma defende o Ministério do Esporte

Marina Silva é acusada de querer acabar com o ministério a dois anos das eleições

TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA, Estadão Conteúdo

19 Setembro 2014 | 14h52

Em resposta à candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, acusada de querer acabar com o Ministério do Esporte, a presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou encontro com jovens atletas olímpicos e paralímpicos nesta sexta-feira para exaltar programas do governo e destacar o papel da pasta na formulação de políticas públicas para a área.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, divulgou uma nota dizendo ter ficado "estarrecido e seriamente preocupado" com uma declaração de Marina, que, segundo ele, "admitiu a possibilidade de acabar com o Ministério do Esporte, a dois anos da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio".

Nesta sexta, mais cedo, o coordenador geral da campanha de Marina Silva (PSB), Walter Feldman, disse que Marina não pretende acabar com o Ministério do Esporte caso eleita. Segundo o coordenador, a especulação não teria fundamento, sendo mais um boato ventilado pelos adversários.

"Acredito que houve maior foco na questão do esporte quando se criou o Ministério do Esporte. Não só houve maior foco, mas é inegável que o Ministério do Esporte, sob a liderança do Aldo (Rebelo) e a equipe dele, cuidaram para que o Brasil tivesse uma política para o esporte no Brasil", disse Dilma, durante a solenidade no Palácio do Planalto.

"Vou lembrar todas as bolsas diferenciadas que nós temos, desde a bolsa para, justamente, o atleta nacional, o jovem atleta, passando por todas as demais, a Bolsa Internacional para o atleta internacional e a Bolsa Pódio. Vou lembrar também aqui o Brasil Medalhas. O Brasil Medalhas que eu tenho muito orgulho, viu? De estarmos construindo vários centros olímpicos e paralímpicos."

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, tem defendido um corte no número de ministérios - atualmente, são 39 -, mas ainda não deu nenhuma sinalização de extinguir o Ministério do Esporte, informou sua campanha ao Broadcast Político.

Cooperação - Dilma destacou o espírito de cooperação que deve marcar as atividades de esporte coletivo e chegou até a citar o papa Francisco, que em carta enviada para a abertura da Copa do Mundo disse que não se pode ser "fominha".

"Até como disse o nosso papa Francisco na carta que ele manda para a abertura da Copa do Mundo, ele diz, eu achei até muito interessante, ele diz que a gente não pode ser fominha. Fominha no sentido de que não tenha aquele desempenho individual só, mesmo diante de um grande atleta. Desperta, também, eu acho, esse espírito de comunhão e de fraternidade, o esporte", comentou a presidente.

Retrocesso - Em um outro discurso de teor político, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, disse que a atual gestão do ministério "foi muito importante" para o desenvolvimento do esporte como um todo e que "a gente não pode retroceder".

Parsons disse ainda que o movimento paralímpico está "de dedos cruzados" esperando que nos próximos anos seja mantido "o Ministério do Esporte exclusivo" porque o esporte olímpico e paralímpico brasileiro "merecem".

Ao final da rápida solenidade no Planalto, Dilma repetiu um roteiro que vem cumprindo à risca nesta campanha: fez questão de cumprimentar cada um dos atletas e posou para fotos com alguns deles. Depois, seguiu para o Palácio da Alvorada, onde concedeu coletiva de imprensa.

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