Steve Marcus/AP
Steve Marcus/AP

Em clima tenso, Cormier desafia Jones no UFC 182

Rivais se enfrentam em Las Vegas neste sábado para disputar o cinturão dos pesos meio-pesados em combate cheio de rivalidade

O Estado de S. Paulo

03 de janeiro de 2015 | 07h00

O ano do UFC começa com a luta que era uma das mais aguardadas para 2014. A edição 182 do evento, que será realizado em Las Vegas, coloca em disputa o cinturão dos pesos meio-pesados entre o atual campeão, Jon Jones, e o desafiante, Daniel Cormier.

Anteriormente a luta estava marcada para 27 de setembro de 2014. Mas cerca de um mês antes Jones machucou o tornozelo durante os treinos, o que levou o combate a ser remarcado para este sábado.

Os dois americanos passaram os últimos dias trocando provocações e já tem um histórico de conflitos antigos, acentuado pela briga em um hotel no ano passado, às vésperas da luta que seria realizada. Durante a tradicional encarada dos lutadores, o clima azedou e os dois se agrediram.


Semanas depois, porém, Jones confirmou que estava lesionado, o que marcou o segundo adiamento da disputa pelo cinturão. Em 2013, o sueco Alexander Gustafsson seria o desafiante de Jones, até se machucar e abrir espaço para que Cormier aparecesse como o substituto para a luta deste sábado.

Dias atrás os dois adversários de hoje tiveram um encontro muito tenso na entrevista oficial do evento. Além da habitual encarada, a dupla trocou ameaças ríspidas e palavrões.

O ambiente ficou tão hostil que até o presidente do UFC, Dana White, disse ter se arrependido de promover a aproximação entre ambos. "Foi uma péssima ideia ter deixado os dois sozinhos por alguns instantes", comentou.

Mesmo longe das câmeras o clima entre os adversários é ruim. Nos bastidores, os oponentes se encontraram e precisaram ser contidos para não brigarem fora do octógono. 

As equipes de ambos também se estranharam em Las Vegas e por pouco o técnico de boxe de Cormier, Rosendo Sanchez, brigou com o empresário de Jones, Malki Kawa.

Em entrevista a um grupo de jornalistas, um vídeo informal de Jones foi o estopim para nova provocação entre a dupla. No material, o atual dono do cinturão joga basquete com o pivô do Atlanta Hawks Al Horford e leva um "toco" dele.

A cena levou Cormier a retrucar o rival, que havia lhe acusado de estar fora de forma. "Jones tem 1,93m de altura e ele não consegue enterrar uma bola de basquete. Então, quem é o atleta?", rebateu. 

Jones não ficou calado e ao responder, aumentou ainda mais a rivalidade. "Se nós estamos olhando para quem enterra uma bola de basquete como o melhor atleta, então eu deixo isso para ele. Da última vez que eu conferi, eu vi que nós não vamos lutar em uma quadra", afirmou ele, ao comparar o rival com Chael Sonnen, por também ser falastrão.

IMPACTO NO MERCADO

Rivalidades à parte, o confronto reúne lutadores com cartéis invejáveis no UFC. Ambos estão invictos e ganharam a maioria das suas lutas por nocaute (50% para Jones e 53% para Cormier).

O bom retrospecto, aliado ao clima de provocação, é a esperança da organização do evento para recuperar o péssimo desempenho das vendas de pacotes de TV em 2014.

O último ano foi marcado por adiamento das lutas mais aguardadas. Fora o encontro entre Jones e Cormier, a esperada luta entre Chris Weidman e o brasileiro Vítor Belfort também não foi realizada. A baixa fez o UFC fechar o ano com as piores vendas desde 2005 nos pacotes de pay-per-view e uma queda de valor de 40% no faturamento.

Pelo card preliminar, o brasileiro Rodrigo Damm, que vem de duas derrotas seguidas, vai enfrentar o americano Evan Dunham pela categoria peso leve.

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