Em dia decisivo, Brasil mantém soberania nos Jogos Sul-Americanos

Primeiro no ranking geral, País já assegurou 189 medalhas nas competições

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2014 | 22h09

SANTIAGO - Com a superioridade do atletismo brasileiro e o ótimo desempenho dos atletas do tiro, o País fecha mais um dia na liderança do quadro de medalhas dos Jogos Sul-Americanos, em Santiago. Ao todo, são 189 - 80 de ouro, 49 de prata e 60 de bronze – contra 127 da Colômbia, a segunda colocada. Na terceira posição aparece a Venezuela (117). Já a Bolívia conquistou dois bronzes, as suas duas primeiras medalhas na competição. Assim, apenas Guiana e Aruba não subiram ao pódio.

O principal resultado do dia foi do revezamento 4x100 metros masculino. A equipe, formada por Aldemir Gomes Júnior, Bruno Lins, Jefferson Lucindo e Ailson Feitosa, cravou 38s90 na prova e obteve índice para o Mundial da modalidade, nas Bahamas, em maio. E também conquistou o ouro. "Sabe aquele gol aos 48 do segundo tempo? Foi o que a gente fez hoje. Fizemos 38s90 cravado, era o que a gente precisava. A gente até estava um pouco tenso e tirou esse peso, acabou a história de o revezamento do Brasil não ter mais índice. Agora a realidade é que a gente garantiu a nossa vaga no Mundial ", festejou Bruno Lins.

As outras medalhas de ouro vieram com Keila Costa no salto triplo (13,65 metros), prova que também rendeu a prata para Gisele Oliveira, e com Luiz Araújo no decatlo. Com 19,96m, Darlan Romani ganhou a prata no arremesso de peso, Willian Braido não teve um bom desempenho e acabou em quarto. A prata de Tatiele de Carvalho nos 5.000m foi conquistada com o tempo de 16min04s70. Já os bronzes ficaram com Mahau Suguimati e Liliane Fernandes, nos 400 metros com barreiras, Rafael Uchona, no salto em altura, e Fernanda Martins, no lançamento de disco.

O tiro esportivo foi outra modalidade que ajudou o Brasil a continuar soberano. Na pistola de ar (10 metros), Felipe Wu faturou o ouro. Assim como Daniela Carraro, no skeet. A prova carabina deitado (50 metros) teve a prata de Leonardo Moreira e o bronze de Cássio Rippel. As equipes do tiro com arco também se destacaram. A masculina e a mista levaram o ouro, enquanto a feminina, a prata.

Em Viña del Mar, a seleção feminina de handebol atropelou o Uruguai por 59 a 13 na última rodada. As meninas só perderiam o título se a Argentina tirasse um saldo de 68 gols, o que não aconteceu. As rivais até ganharam do Chile, mas apenas por 21 a 17. Com o resultado, o time de Morten Soubak festeja o título e a medalha de ouro.

Este sábado também marcou o último dia do vôlei de praia. Depois das semifinais brasileiras, Alison e Bruno Schmidt conquistaram o ouro com a vitória sobre os anfitriões Esteban e Marco Grimalt por 2 sets a 0, parciais de 21/13 e 21/14. No feminino, Taina e Talita aplicaram 21/16 e 21/18 sobre as argentinas Gallay e Klug e foram ao lugar mais alto do pódio. As medalhas de bronze ficaram com as parcerias Emanuel/Pedro Solberg e Lili/Duda.

O ciclismo montain bike foi eficiente com o ouro de Henrique Avancini e as pratas de Rubens Valeriano e Raiza Goulão. "É uma prova do bom trabalho que estamos fazendo individualmente e serve também para pleitear mais incentivo e apoio", disse Henrique, que está retornando ao País após três anos morando na Itália.

Na prova do trampolim 3 metros, dos saltos ornamentais, César Castro foi o campeão. "Apenas em um salto eu poderia ter ido melhor, mas condiz com a realidade dos meus treinos. Graças a Deus, não foi o suficiente para me tirar o ouro", disse. Nos outros esportes, Wellisson Silva (77 kg) ficou com a prata e Liliane Menezes (69 kg) com o bronze no levantamento de peso. Ainda a equipe masculina de esgrima, na espada, acabou em terceiro lugar.

O tênis também somou uma conquista neste sábado. A dupla de Laura Pigossi e Paula Gonçalves faturou a medalha de bronze ao superar as chilenas Cecilia Costa e Daniel Seguel por 2 sets a 0, parciais de 7/6 e 7/5. Em outra chance de medalha para o Brasil, a dupla mista, formada por Bruno Sant’Anna e Gabriela Cé, deixou o caminho aberto para os chilenos Jorge Aguilar e Andrea Koch Benvenuto. O brasileiro foi vetado pelo departamento médico devido a uma febre alta. Por fim, a seleção feminina de hóquei na grama perdeu para Argentina por 12 a 0 e vai disputar a medalha de bronze com o Chile.

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