Em Doha, o reencontro de jogadoras do Mundial

A presença de várias jogadoras que atuaram recentemente no Mundial do Japão será a principal atração do Campeonato Mundial Feminino de Clubes de Vôlei, que volta a ser disputado depois de um intervalo de 16 anos, em Doha, no Catar. O Brasil terá um representante na competição, o Sollys/Osasco, que hoje, na primeira rodada, enfrenta o Federbrau, da Tailândia, às 12 horas de Brasília pelo Grupo A da competição.

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 00h00

O técnico Luizomar de Moura e suas jogadoras não acreditam em jogo fácil até a final. A ponta Sassá ressalta que o rival de hoje, por exemplo, conta com atletas da seleção da Tailândia, enquanto o Fernerbaçe, da Turquia, rival de amanhã, tem como treinador o técnico José Roberto Guimarães e é reforçado por atletas do nível da ponteira russa Sokolova (campeã mundial) e a levantadora brasileira Fofão.

"Vimos várias das jogadoras que estarão na competição no Mundial do Japão", diz Sassá. No outro grupo, que tem o italiano Bergamo, o Kenia Prisons, do Quênia, e o Mirador, da República Dominicana, a situação não é diferente. "O time do Quênia tem sete jogadoras do time principal do País", alerta Camila Brait.

Preparação diferenciada. O Osasco conta com seis atletas da seleção brasileira que disputaram o Mundial. A situação criou dificuldades para Luizomar, que teve de organizar uma preparação diferenciada. A oposta Natália, a ponta Jaqueline e a meio de rede Thaisa, que chegaram de Tóquio desgastadas fisicamente, precisaram ter suas atividades dosadas para evitar sobrecarga. A ponta Sassá, a central Adenízia e a líbero Camila Brait, reservas do time vice-campeão, vieram "com fome de bola" e dispostas a colocar em prática tudo o que aprenderam.

"Não tive muita oportunidade de entrar em quadra no Mundial, mas para mim, que tenho só 22 anos, valeu a pena só de estar lá (no Japão). Com certeza vou poder usar muito do que observei durante a competição em Doha", garante Camila Brait.

Jaqueline conta que, fora as atuações no Campeonato Paulista, pegou leve nos treinos até a viagem para o Catar. "Já tive duas lesões no ligamento cruzado do joelho esquerdo", explica. Mas promete força total em Doha contra o Federbrau.

Para a estreia, a boa notícia para Luizomar é a recuperação da levantadora Carol Albuquerque. A jogadora estava com uma lesão na panturrilha direita.

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