Satiro Sodré/Divulgação - 15/12/2010
Satiro Sodré/Divulgação - 15/12/2010

Em Dubai, Brasil faz sua melhor campanha

Com 8 medalhas, País superou as 6 do Rio, em 2005. Felipe França, Kaio Márcio e 4x100 m medley foram ao pódio ontem

, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

O Brasil levou 26 atletas para os Emirados Árabes Unidos e saiu do Mundial de Piscina Curta com a 7.ª posição no quadro geral e oito medalhas: foram três ouros, uma prata e quatro bronzes. A campanha em Dubai superou o Mundial do Rio, em 1995, até então o melhor desempenho do País. Na ocasião, foram seis medalhas (três de ouro, uma de prata e duas de bronze).

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"Foi um dia incrível para a natação brasileira", afirmou Cesar Cielo. "Estou muito contente e é bom saber que tive certa influência (na evolução do esporte no País). Quem sabe a gente feche o próximo ciclo olímpico como uma das melhores gerações do mundo na natação?"

Além de Cielo, que conquistou dois ouros individuais e dois bronzes nos revezamentos 4 x 100 metros livre e medley, Felipe França também subiu ao lugar mais alto do pódio, ao vencer os 50 metros peito.

No pódio, Felipe se ajoelhou, assim como fez quando foi prata no Mundial de Roma, em 2009. Chorou e também levou seu técnico, Arilson Soares, às lágrimas. "Eu estava com febre antes da prova. Não estava me sentindo tão bem e consegui. Fui o primeiro a fazer 25 segundos nadando de bermuda", contou o nadador, que levou o primeiro lugar com o tempo de 25s95.

Kaio Márcio superou a gripe dos dois últimos dias e conseguiu a prata nos 200 metros borboleta (tempo de 1m51s61), prova da qual é recordista mundial em piscina curta.

Das oito medalhas, quatro foram obtidas ontem. Começou com o ouro de Cielo nos 100 metros livre, passou por Felipe e Kaio, terminando com os três na piscina para a disputa do revezamento 4 x 100 metros medley. Junto de Guilherme Guido, que nadou o costas, conseguiram a inédita medalha de bronze.

"Ter medalha nessa prova em particular me deixa muito feliz. Eu, o França e o Guido viemos do interior de São Paulo - os três caipirinhas, o pessoal falava por causa do nosso sotaque - para o Pinheiros, na capital, e crescemos praticamente juntos", lembrou Cesar Cielo, agora no Flamengo. "Ganhar uma medalha para o Brasil é bom demais."

Em 2011, a seleção brasileira terá dois desafios: o Mundial de Xangai, em julho, e o Pan de Guadalajara, em outubro. "Esse grupo já mudou completamente a cara da natação brasileira. Estamos felizes e empolgados para continuar trabalhando para merecer resultados ainda melhores", garantiu Guilherme Guido.

Os melhores. A Federação Internacional de Natação (Fina) elegeu o americano Ryan Lochte e a espanhola Mireia Belmonte como os melhores nadadores de Dubai. Lochte ganhou seis ouros e uma prata, sendo fundamental para que os EUA ficassem em 1.º na classificação geral. Mais do que isso, porém, foi a proeza de ter batido dois recordes mundiais (200 e 400 m medley), algo que nenhum outro nadador conseguiu na era pós-maiôs tecnológicos. A surpresa no quadro de medalhas foi a Espanha, aparecendo no 3.º lugar, à frente da China. A melhor campanha do país em Mundiais de natação deve muito à Mireia, dona de três ouros e uma prata.

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