Saulo Cruz/COB
Saulo Cruz/COB

Em 'grupo da morte', Brasil tem desafio complicado no Mundial feminino de handebol

Para Duda Amorim, seleção terá de se superar para avançar diante de França, Alemanha, Dinamarca, Coreia do Sul e Austrália

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2019 | 09h01

O Brasil vai estrear na madrugada deste sábado, às 15h no horário local no Japão (3h no horário de Brasília), no Mundial feminino de handebol. A equipe do técnico espanhol Jorge Dueñas enfrenta a Alemanha e tentará repetir o título conquistado em 2013, na Sérvia, quando a equipe brilhou e se tornou campeã mundial pela primeira vez.

A tarefa será dura, principalmente porque o grupo conta ainda com a favorita França, Dinamarca, Coreia do Sul e Austrália. "Vai ser bem difícil classificar entre os 12, mas vamos dar nosso melhor e também usar esse Mundial como experiência para os Jogos Olímpicos", disse Duda Amorim, estrela da seleção.

Em 2014, Duda foi eleita a melhor jogadora do mundo. Na última temporada, foi considerada a melhor defensora da Liga dos Campeões da Europa vestindo a camisa do Gyori, da Hungria. "Estamos trabalhando bastante, acredito que estamos evoluindo também a cada fase e esperamos fazer um Mundial consistente", afirmou.

Das seis equipes em cada grupo apenas três avançam de fase. A estreia do Brasil é contra a Alemanha e na sequência vem França (atual campeã mundial e vice olímpica), Coreia do Sul (campeã em 1995), Dinamarca (vencedora em 1997) e Austrália, teoricamente a seleção mais fraca da chave.

Para avançar, o Brasil teria de vencer a Austrália, a Coreia do Sul, que tem tradição, e alguma das equipes europeias. É uma missão difícil, mas não impossível. "Estamos em um grupo bem difícil no Mundial e só classificam três seleções para a próxima fase. Espero fazer bons jogos e evoluir ainda mais, independentemente do resultado", explicou Duda.

"Estamos em um momento bom, mas ainda precisamos de experiência e mais força mental, ao meu ver. Mas estamos no caminho certo. Nossos rivais são difíceis. Temos de tentar pontuar contra Alemanha, Coreia e Dinamarca. Acredito que podemos ganhar da Austrália. E contra França acho complicado pois elas estão em um nível acima de todas as equipes do nosso grupo", continuou.

Além da experiente Duda, o Brasil tem outras veteranas no grupo, como a ponta Alexandra, a goleira Babi, a central Ana Paula e a armadora Deonise. A seleção brasileira feminina de handebol já está classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, com a vaga obtida no Pan de Lima, e agora espera brilhar novamente no Japão e, quem sabe, chegar até a final no dia 15 de dezembro.

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