Em jogo, os rumos de Santos e Palmeiras

Em momentos distintos, equipes abrem as quartas de final do Paulistão hoje, na Vila Belmiro. Muricy diz que não há favoritos e Kleina faz mistério

DANIEL BATISTA , SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2013 | 02h06

Os resultados da última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista fizeram com que Santos e Palmeiras, candidatos a disputar uma das semifinais, tenham de se enfrentar hoje, às 16h15, pelas quartas de final, na Vila Belmiro. As equipes entram em campo em momentos distintos, mas sabendo que a vitória pode dar a elas um novo rumo na temporada.

Embora o Santos tenha a vantagem de jogar em casa por ter feito melhor campanha na primeira fase, ninguém no lado alvinegro admite o favoritismo. Do famoso "clássico não tem favorito" até a falta de entrosamento, vários são os argumentos usados pelos santistas para se livrar do peso da responsabilidade pela vitória. "É clássico, sem favoritos, e sempre tem a mesma história. É uma conversa que eu ouço há mais de 30 anos no futebol", disse o técnico Muricy Ramalho.

No Palmeiras, o discurso é de superação, já que o time tem duas decisões em pouco mais de 72 horas. Na terça, enfrenta o Tijuana, no México, pela Libertadores. A ideia inicial era dividir a equipe - quem jogasse hoje não estaria em campo na terça. Kleina, no entanto, resolveu apostar que dá para suportar os dois jogos com a mesma base.

Em busca de um inédito tetracampeonato paulista - nenhum dos grandes conseguiu tal feito - , o Santos faz de tudo para Neymar estar em campo. Se ele não jogar, entra Miralles, que foi bem no último coletivo. Com a ausência de Galhardo (perdeu o irmão num desastre de carro, terça-feira), Muricy será obrigado a improvisar o volante Alan Santos na lateral direita. Assim, ele perde o apoio ao ataque pelos dois lados do campo porque Léo não tem mais gás para chegar à frente e voltar.

Se Neymar jogar, o Santos vai se concentrar no meio para proteger a defesa e apostar numa jogada especial do seu maior talento para ganhar o jogo. Sem o atacante, o time vai ser mais cauteloso, tentando o gol apenas em bolas esticadas para André, Montillo e Miralles.

Marcação em Neymar. O técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, também faz mistério, mas, ao contrário de Muricy, não é por questões médicas, mas técnicas. Garantidos no time estão apenas o goleiro Bruno, o volante Léo Gago e o atacante Leandro - os dois últimos não podem jogar a Libertadores. A falta de entrosamento é uma das preocupações de Kleina e a decisão de escalar o mesmo time hoje e na terça-feira tem o objetivo de reduzir esse problema.

"A ideia é manter uma base. Vamos ver como o elenco se comporta porque temos a viagem e muitos problemas de lesões", destacou o treinador.

Para conseguir superar o Santos, Kleina vai usar as mesmas armas que transformaram o time em um exemplo de dedicação. Ele deve congestionar o meio de campo com volantes para dar liberdade aos laterais, principalmente Juninho, que pode aproveitar o fato de o volante Alan Santos ser improvisado na lateral direita.

Atacar pelas pontas é uma boa opção para um time que deve ter um atacante fixo dentro da área. Provavelmente Kleber, que não joga desde o dia 20 de março. Caio é a outra opção. Na defesa, a ideia é segurar Márcio Araújo para colar em Neymar, ou no seu substituto.

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