Jeff Haynes/Reuters-28/8/2010
Jeff Haynes/Reuters-28/8/2010

Em Mar Del Plata, o primeiro passo do Brasil para a Olimpíada de Londres

Seleção volta a sonhar com uma vaga, e o adversário de estreia, nesta terça, é a Venezuela

, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

MAR DEL PLATA

A seleção masculina de basquete começa hoje o caminho para a realização de um sonho: voltar a uma Olimpíada após 16 anos. O time dirigido pelo argentino Rubén Magnano, campeão olímpico em Atenas/2004, estreia no Pré-Olímpico de Mar Del Plata, na Argentina, às 14 horas. O adversário no Polideportivo Islas Malvinas será a Venezuela.

A equipe chega ao torneio com moral elevado. Apesar das dificuldades da preparação (problemas com seguro, lesões e negociações), o Brasil venceu todos os oito amistosos que realizou antes do Pré-Olímpico. No caminho, ficaram adversários importantes, como República Dominicana e Porto Rico.

A competição em Mar del Plata garante duas vagas para a Olimpíada de Londres, em 2012 - são 10 seleções, divididas em dois grupos. Ao contrário do que aconteceu no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007, os EUA não participam do torneio. O time americano já está automaticamente classificado por ter conquistado o título mundial em 2010. Se o Brasil falhar em Mar del Plata, ainda tem chance de ir à Olimpíada via Pré-Olímpico Mundial, uma repescagem que será realizada ano que vem.

Para voltar aos Jogos, a seleção brasileira precisa, ao menos, chegar à decisão. A última vez que o Brasil esteve em uma Olimpíada foi em Atlanta/1996. A vaga, coincidentemente, também veio na Argentina, com o 3.º lugar no Pré-Olímpico de Neuquén.

Na primeira fase, o Brasil ocupa a chave A e enfrenta, até sábado, Canadá, República Dominicana e Cuba. Os quatro melhores passam às quartas (de 5 a 8 de setembro), quando enfrentam os quatro classificados do outro grupo. Quatro times, divididos em dois jogos, fazem as semifinais, dia 10. A finalíssima será disputada no dia 11, domingo.

Teste de fogo. O técnico Rubén Magnano fez seu primeiro grande torneio oficial com a equipe brasileira no ano passado. No Mundial da Turquia, ficou em 9.º lugar, perdendo para a Argentina nas oitavas de final, no dia 7 de setembro.

O time da casa (e do técnico) é, novamente, um entrave no caminho do Brasil. No torneio de Mar del Plata, a "geração de ouro" fará sua primeira exibição em uma competição disputada em seu próprio país. Todos os principais atletas que marcaram a conquista da medalha de ouro em 2004 estão confirmados - Manu Ginóbili, Luís Scola, Carlos Delfino, Andrés Nocioni e Fabrício Oberto, que superou um problema cardíaco para poder atuar em sua seleção.

O principal desafio brasileiro é conseguir, justamente, superar seus desfalques. Se a Argentina tem força máxima, o Brasil sente, especialmente, a ausência do ala-pivô Anderson Varejão. O jogador do Cleveland Cavaliers rompeu o tendão do tornozelo direito em janeiro, mas ainda está em recuperação.

Outro desfalque é Nenê Hilário, que pediu dispensa da equipe logo após a convocação, realizada em 17 de junho - o pivô do Denver Nuggets foi pai pela primeira vez e preferiu ficar com a mulher. O ala-armador Leandrinho alegou problemas físicos, por causa de uma lesão no punho direito, e também não atendeu ao chamado de Magnano.

O Brasil confia, porém, que a ausência dos medalhões ajudou a unir a equipe em busca da sonhada vaga olímpica. O técnico aposta na boa fase do armador Marcelinho Huertas, que acabou de assinar contrato com o Barcelona, e do ala-pivô Guilherme Giovannoni, eleito o melhor atleta do NBB. Tiago Splitter sempre é referência no garrafão, mas teve problemas físicos e fez poucos jogos. E uma nova geração, que tem Rafael Luz, Vítor Benite, Augusto Lima e Rafael Hettsheimeir, será posta à prova.

A SELEÇÃO

Armador: Marcelo Huertas e Nezinho

Ala-armador: Marcelo Machado, Rafael Luz e Vítor Benite

Ala: Alex Garcia e Marquinhos

Ala-pivô: Augusto Lima e Guilherme Giovannoni

Pivô: Caio Torres, Rafael Hettsheimeir e Tiago Splitter

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