Ricardo Bufolin/CBG
Ricardo Bufolin/CBG

Em Montreal, Arthur Zanetti começa busca pelo bicampeonato mundial

Ginasta brasileiro faz nesta sexta-feira seu treino de pódio e espera brilhar nas argolas no principal evento do ano

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2017 | 07h02

Os ginastas do Brasil começam seu treinamento de pódio nesta sexta-feira. No sábado é a vez das representantes femininas da equipe. A expectativa é grande para o início do Mundial de Ginástica Artística, que começa na segunda-feira em Montreal, no Canadá. O grande nome da delegação é o campeão olímpico Arthur Zanetti. “Tenho de fazer meu papel. Não me cobro, mas, quando precisar, eu mesmo farei isso”, disse, em entrevista ao Estado.

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Ele vai competir nas argolas, sua especialidade e aparelho que lhe rendeu duas medalhas olímpicas e um título mundial em 2013, além de muitas outras conquistas. “As expectativas são as de cumprir o que estamos fazendo em treino e tentar reproduzir isso na competição. Vou sempre buscar fazer o máximo, pois assim surgirão os resultados”, explicou.

Além de ser um Campeonato Mundial, a competição também serve de parâmetro para o próximo ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio, em 2020. O brasileiro tem rivais muito fortes e a ginástica brasileira vem crescendo bastante internacionalmente. Outro detalhe é que os critérios de pontuação também serão diferentes.

Após a Olimpíada, a Federação Internacional de Ginástica mudou o código de pontuação, então não será fácil para os atletas tirarem notas altas. Os juízes também estarão mais criteriosos nas avaliações. “A preparação está sendo boa e dentro do planejado. Fizemos vários treinamentos, tanto no clube quanto com a seleção. Treinamos controle, fizemos avaliações e finalizamos com aclimatação bem antecipada para o Mundial. Desde que chegamos a Montreal, tudo correu bem e os treinos têm sido ótimos”, afirmou.

O atual campeão olímpico e mundial, o grego Eleftherios Petrounias, será um grande rival para Zanetti no Mundial. Outro nome é o russo Denis Ablyazin, bronze nos Jogos do Rio. Para o brasileiro, não dá para escolher os mais fortes. “No Mundial, todos que fizerem argolas serão meus adversários.”

Para Marcos Goto, técnico do atleta e coordenador da seleção, o objetivo da equipe é alcançar o maior número de finais no Mundial e se manter entre as grandes potências da modalidade. “Neste momento pós-Jogos Olímpicos, quando competimos em casa e obtivemos excelentes resultados, não nos sentimos pressionados para disputar esse Mundial e conquistar medalhas, e sim em manter uma boa participação. Conquistando finais, já estaríamos bem satisfeitos com os resultados.”

 

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