Reprodução/Twitter
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Em nome de Bolsonaro, senador vai à Rússia interceder por brasileiro preso

Nelsinho Trad (PSD-MS) foi a Moscou entregar carta em nome do presidente pedindo a soltura de Robson Oliveira

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2020 | 17h55

BRASÍLIA - O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) foi à Rússia para entregar uma carta em nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, pedindo a soltura do brasileiro Robson Oliveira, preso naquele país há mais de 580 dias. O parlamentar chegou ontem e deve ficar até o dia 31. Nesta quarta-feira, 28, ele se encontrou com o vice-ministro Sergey Ryabkov e entregou a carta a pedido de Bolsonaro. 

Bolsonaro já afirmou que o caso é "complexo, mas não impossível de ser solucionado" e que o Brasil atuaria para buscar o "perdão local" de Robson. Trad, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, disse que é necessária uma "cautela diplomática" para lidar com o assunto, mas se mostrou confiante em um desfecho positivo.

"Dentro de mim existe algo muito forte pedindo por justiça a esse brasileiro, que já está há quase dois anos preso em um lugar desconhecido. Robson não fala russo, não fala inglês, francês e está totalmente isolado. Jamais passou pela cabeça dele que isso poderia acontecer. Toda hora lembro do assunto. Imagino o sofrimento dele", afirmou o senador.

No início do ano passado, Robson Oliveira foi preso por portar remédio de uso não liberado na Rússia, mas permitido no Brasil. O motorista levava o medicamento Mytedom 10mg (cloridrato de metadona) para a utilização pelo sogro do meio-campista Fernando, que à epoca atuava no Spartak Moscou e hoje joga no Beijing Guoan, da China. Robson era motorista do atleta e está detido na Rússia desde fevereiro de 2019.

No começo do mês, personalidades do esporte fizeram nas redes sociais campanha com hashtag #JustiçaPorRobson pedindo a liberdade do brasileiro na Rússia. Também via redes sociais, Fernando pediu a ajuda do presidente Bolsonaro e rebateu críticas de que não tem contribuído para ajudar o ex-funcionário.

"É mentira quando dizem que não estou fazendo nada para ajudá-lo", disse em publicação no Instagram. O atleta afirmou que está bancando os advogados de Robson na Rússia e no Brasil e assegurou que se uniu ao mutirão nas redes socias que pediu justiça para o seu antigo motorista.

"Eu também sou parte do 'Justiça pelo Robson'. Eu também quero que ele saia de lá o mais rápido possível. Vamos canalizar nossas energias para fazer essa questão ser tratada pelo congresso, o que é a única coisa que realmente pode ajudar a questão a evoluir de forma positiva", escreveu Fernando, na ocasião. 

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