Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Em Pituaçu, missão é acabar com jejum fora de casa

Santistas buscam a 1ª vitória longe da Vila em jogo marcado por estádio lotado e o reencontro de Neymar e Renê Simões

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2011 | 00h00

Com Elano de volta depois de desfalcar o time em dois jogos, o Santos vai tentar a primeira vitória como visitante, hoje, às 18 horas, contra o Bahia, em Salvador. Muricy Ramalho, pressionado com a equipe na zona de rebaixamento, tem uma certeza: a parada vai ser dura.

"O Bahia tem um bom time, está bem armado e poderia ter derrotado o Palmeiras (quinta-feira, no Canindé). Com certeza é mais uma pedreira que teremos pela frente. O Campeonato Brasileiro é assim mesmo: não tem facilidade. O exemplo foi o que aconteceu com o Flamengo, que estava invicto e perdeu em casa de um adversário que está lá embaixo na classificação", disse.

Com 15 pontos - 22 atrás do líder do Corinthians -, o Santos é o 17.º colocado e precisa da vitória para sair da zona da degola e não comprometer a preparação para o Mundial de Clubes. Nos últimos sete jogos, desde o retorno de Neymar, Ganso e Elano da seleção brasileira, o time somou apenas quatro pontos (ganhou do Ceará e empatou com o Corinthians) e foi derrotado cinco vezes (Flamengo, Coritiba, Atlético-PR, Vasco e Atlético-GO).

Nos últimos sete jogos, o time de Muricy sofreu 15 gols e marcou apenas nove. O treinador percebeu que alguns jogadores estão inseguros diante dos seguidos resultados negativos. E outros, preocupados com as propostas milionárias de clubes europeus. "O Santos se valorizou muito com a conquista dos títulos, tem muitos jogadores assediados, o que dispersou bastante o time. É impressionante como os jogadores são procurados. Nos outros clubes não é tanto assim."

Para o jogo de hoje, Muricy escalou Bruno Rodrigo no lugar de Edu Dracena (suspenso por expulsão) e deve improvisar o volante Arouca na lateral-direita na vaga de Pará (suspenso).

Reencontro. A partida marca o reencontro de Renê com Neymar após a polêmica protagonizada por eles em 2o1o, quando o treinador, então no Atlético-GO, criticou a falta de educação do jogador. "Estão criando um monstro", disse à época.

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