Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Em Portugal, Medina vai em busca da consagração

Surfista brasileiro tem condições de garantir o título inédito do Circuito Mundial a partir deste domingo

Paulo Favero - Enviado especial a Peniche, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2014 | 17h00

Gabriel Medina inicia neste domingo em Peniche, no Moche Rip Curl Pro Portugal, a busca do tão cobiçado título do Circuito Mundial de Surfe para o Brasil. Ele tem larga vantagem na liderança do ranking e faltam duas etapas para o fim da temporada – além de Portugal, os surfistas vão para o Havaí em dezembro. Mas, apesar do favoritismo, ele sabe que não pode bobear, ainda mais levando-se em conta que na segunda posição está o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater.

A torcida pelo garoto de 20 anos que cresceu nas ondas de Maresias, no litoral paulista, é grande e já tem nomes de peso como o craque Neymar, do Barcelona. Tanto que logo após a etapa na França, Medina encontrou o amigo na Espanha e lhe deu uma camisa da última etapa. "O Neymar é um amigo. Tivemos agenda livre nos mesmos dias e resolvemos jogar baralho e conversar. Foi legal", contou o surfista ao Estado.

Até o momento, a melhor colocação de um brasileiro na elite do surfe foi o terceiro lugar de Victor Ribas, em 1999. Para Medina ser campeão antecipado, ele precisa apenas vencer a etapa que entrará para a história. Se chegar à final, tem de torcer para Slater não ser campeão. Se for semifinalista, precisa torcer contra Slater e Mick Fanning. Se Medina for bem, seus principais adversários terão de ir muito melhor para que a festa na praia de Supertubos seja adiada. Mesmo que ele vá mal, teria chances casos seus rivais também não tenham bom desempenho.


Uma coincidência interessante é que o evento é organizado pela marca que patrocina o atleta desde os 15 anos. Por tudo isso, Medina mostra-se bastante animado. "As expectativas são as melhores, espero fazer um bom resultado aqui. Fisicamente estou muito bem e as pranchas também. A energia está muito boa em Portugal e vou ter o apoio da minha família. Isso me deixa mais confiante".

A competição é dividida em fases e, na primeira, 36 atletas disputam 12 baterias, três surfistas em cada. Caso as condições do mar estejam boas, Medina entrará na água na sexta bateria para enfrentar dois australianos: Kai Otton e Jacob Willcox. O melhor da bateria avança direto para a terceira fase e os perdedores vão para uma repescagem. A cada bateria que for vencendo, o brasileiro vai eliminando concorrentes ao título. Os bons resultados no ano dão mais segurança ao surfista. 

"A torcida dos brasileiros não me coloca uma pressão a mais. Estou indo bem e a pressão que tem é natural neste tipo de competição", diz.

A etapa em Peniche está programada para iniciar neste domingo e vai até o dia 23. Como depende das condições do mar, pode acabar até antes do previsto. Nos dias sem ondas, os surfistas aproveitam para relaxar. "Eu procuro descansar. Quando tem uma folga, falo com os amigos nas redes sociais e tento analisar outras baterias dos meus adversários", revela.

Além de Medina, outros seis brasileiros tentarão a sorte na praia portuguesa: Adriano de Souza, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Alejo Muniz, Jadson André e Raoni Monteiro. A ansiedade é grande e os próximos dias vão mostrar se o Brasil vai conquistar seu primeiro título mundial na elite do surfe.

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