Em protesto contra corrupção, atletas ocupam federação queniana de atletismo

Um grupo de atletas quenianos ocupou a sede da Federação Queniana de Atletismo nesta segunda-feira exigindo a saída de toda a diretoria, em um protesto contra escândalos de doping e corrupção. Cerca de 50 corredores alinhados à Associação Profissional Atletismo do Quênia garantem que não deixarão o local até que o presidente Isaiah Kiplagat e toda a diretoria do órgão renunciem.

Estadão Conteúdo

23 de novembro de 2015 | 19h57

Os manifestantes, liderados pelo secretário-geral da associação, Julius Ndegwa, invadiram o prédio pouco depois de 7h30 pelo horário local e pediram que os funcionários deixassem o local. Eles fizeram barricadas nas portas da frente e vetaram a entrada de outras pessoas.

Ndegwa disse que a principal queixa do grupo era o aumento dos casos de doping no Quênia

e a suspeita de desvio de recursos da federação por parte de Kiplagat e de um de seu vice-

presidentes, David Okeyo. Eles são investigados pela polícia local e pelo comitê de ética de Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) pelo desvio de mais de US $ 700 mil pagos pela Nike a título de patrocínio.

"Todo mundo está reclamando dele, incluindo a IAAF e a Nike. "A suspeita de doping no Quênia foi causada por ele e dentro do seu escritório. Queremos um esporte limpo e precisamos que as mudanças aconteçam agora, hoje", disse Ndegwa.

Entre as pessoas que ocuparam o prédio estão Rose Tata Muya, recordista nacional dos 400m com barreiras, e Justina Jepchirchir, ex-recordista dos 3.000m com obstáculos. O grupo não conta com atletas de renome na atualidade.

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