Em Roterdã, Brasil 1 busca mais uma vitória na Volvo

Os tripulantes do Brasil 1, o primeiro barco a chegar no porto holandês de Roterdã para vencer, pela primeira vez desde o início da volta ao mundo, a oitava etapa da Volvo Ocean Race, aproveitaram este sábado para descansar e passear com a família, após 7dias 6h48min42s no mar e algumas horas de sono. Enquanto isso, a equipe de terra preparava o veleiro para a regata in-port (local), que será neste domingo às 6 horas (horário de Brasília) - os organizadores querem que a prova termine antes da estréia da Holanda na Copa do Mundo, contra a Sérvia e Montenegro. Com a chegada de todos os barcos, neste sábado, a tripulação brasileira recebeu uma boa notícia, além da vitória na etapa: não perde mais o terceiro lugar na volta ao mundo (só precisa completar as duas regatas restantes, ainda que seja em último).A volta ao mundo ainda terá mais duas regatas em disputa, com 10,5 pontos para o primeiro colocado - 3,5 pontos na in-port deste domingo, e mais 7 na nona e última perna, entre Roterdã e Gotemburgo (SUE) - a largada será na quinta-feira (dia 15). Mesmo ficando em último nas duas regatas, o Brasil 1 somaria três pontos aos 8,5 que já tem de diferença para o ABN Amro 2 (11,5 no total). O ABN2 é o quarto colocado e o único barco que poderia alcançar o Brasil 1.Na classificação geral, o barco holandês ABN1 lidera com 90,5 pontos - já é o campeão da volta - , com Piratas do Caribe (EUA) em segundo (63,5 pontos) e Brasil 1, em terceiro (59 pontos). O ABN2, da Holanda, está em quarto (50,5 pontos), seguido, pela ordem pelo sueco Ericsson (50 pontos), o espanhol Movistar (48), que afundou, e o australiano Brunel (11).?O terceiro lugar é real e abriu uma possibilidade para a disputa do segundo lugar, uma posição boa para a gente, diferente de quando começamos essa etapa, em Portsmouth?, comemorou o comandante Torben Grael. ?Agora dependemos do resultado da in-port para pensar num segundo lugar. Isso pode estimular a disputa, nessa última perna, ou não, com o Piratas. Acho que precisamos chegar na frente dos americanos para ter uma final realmente bastante disputada?.Neste sábado, Torben Grael e Alan Adler, diretor do projeto, passaram a manhã recebendo telefonemas de parabéns de amigos do Brasil que acompanham a volta ao mundo. O tripulante André Fonseca, o Bochecha, disse que os velejadores não estão muito desgastados fisicamente, apesar de sete dias no mar. Isso porque, com ventos fracos, a regata exigiu menos da tripulação. ?Nem tivemos água no convés. Isso será muito bom para a regata in-port?, acentuou Bochecha, que só pensa na folga desta terça-feira para ver a estréia do Brasil na Copa do Mundo contra a Croácia. Na quinta, a tripulação larga para concluir a volta após sete meses quando começou, em novembro, na Espanha.

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