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Ponte Preta reforça o setor de marcação para segurar o Vitória

Time de Campinas jogará mais precavido em Salvador

Estadão Conteúdo

26 de junho de 2016 | 07h40

"É preciso tirar coisas boas de situações ruins". Esta é a frase que o técnico Eduardo Baptista mais usou com os jogadores da Ponte Preta, com o objetivo de levantar o moral do grupo. O time vai enfrentar o Vitória determinado em se reabilitar de duas derrotas consecutivas, mesmo atuando no estádio do Barradão, em Salvador, neste domingo, às 16 horas, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar dos momentos distintos na competição, o time paulista está com 13 pontos, um à frente do baiano.

Depois de perder para o Atlético Mineiro por 3 a 0, em Belo Horizonte, e de ser goleado em casa para o Cruzeiro, por 4 a 0, a defesa campineira passou a ser a mais vazada do Brasileirão, com 18 gols sofridos. Como já afirmou que o objetivo agora "é buscar o equilíbrio entre a defesa e o ataque", é certo que o time sofrerá mudanças, não apenas técnicas como apresentar um novo esquema tático.

"Nós vamos usar o esquema 4-4-2 com variações. Precisamos redobrar nossa concentração para não sofrer gols. Com o sistema de marcação funcionando, tenho certeza de que poderemos marcar lá na frente. Isso já funcionou em outros jogos", justificou Eduardo Baptista, que disse estar com a derrota para o Cruzeiro, na última quarta-feira, ainda na cabeça. "Já revi o jogo duas vezes", confessou e reiterou que sua preocupação não é com a parte física, "mas com o aspecto técnico e tático".

Adepto do futebol mais aberto, Eduardo Baptista deve ser mais precavido desta vez, mesmo porque acredita que o Vitória não usará três zagueiros como fez diante do Grêmio, na última quinta-feira, quando ganhou por 2 a 1, em Porto Alegre. "Além de jogar em casa, o Vagner Mancini perdeu o Vitor Ramos, que levou o terceiro cartão amarelo", disse o técnico, lembrando ainda do potencial de finalização dos dois atacantes baianos: Kieza e Dagoberto.

Para este jogo, o time fez apenas dois treinamentos, apesar da provável mudança de posicionamento. Um na última sexta-feira, em Jaguariúna, cidade vizinha de Campinas (SP), e com portões fechados, antes da viagem. E outro no sábado no centro de treinamento do Bahia, já em Salvador. "É muito pouco para fazermos mudanças drásticas, mas vamos desenhar um novo cenário para este jogo", admitiu o técnico.

Trocando em miúdos, as principais mudanças estão no meio de campo. O meia Cristian deve ceder a sua vaga para o volante Matheus Jesus, que atuaria ao lado de mais dois marcadores: Renê Júnior e João Vitor. O setor ainda ganharia mais força com a entrada do meia Thiago Galhardo, fechando o losango, no lugar do atacante Clayson.

O ataque seria formado apenas por Felipe Azevedo e Roger, artilheiro do Campeonato Paulista com 11 gols pelo Red Bull Brasil e que não marcou nenhum gol em sete jogos com a camisa da Ponte Preta. Na defesa, o titular Jeferson, após cumprir suspensão automática, volta na lateral direita no lugar de Nino Paraíba, que faz mais o papel de ala.

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