Em tarde com índices de Brandonn e Manuella, Guido bate recorde sul-americano

Guilherme Guido foi o grande destaque do segundo dia da primeira seletiva da natação brasileira para os Jogos do Rio. O nadador do Pinheiros bateu o recorde sul-americano para vencer os 100m costas com o nono melhor tempo do mundo: 53s09, equivalente ao sexto lugar do último Campeonato Mundial. Além dele, outros sete brasileiros fizeram índice nesta quinta-feira em Palhoça (SC), sendo que apenas Manuella Lyrio, nos 200m livre, e Brandonn Almeida, nos 400m medley, entraram na lista pelo resultado do Torneio Open, realizado à tarde. Etiene Medeiros e Daynara de Paula, entretanto, falharam.

Estadão Conteúdo

17 de dezembro de 2015 | 19h26

Pela manhã, sete índices foram obtidos no Campeonato Brasileiro Sênior, que classifica os oito melhores tempos para o Open. À tarde, Guido foi seguido por Daniel Orzechowski, seu companheiro de clube no Pinheiros, que baixou sua marca para 54s59, mas não atingiu o índice de 54s36.

Nos 100m borboleta, três brasileiros estão qualificados para a Olimpíada, mas o Brasil só pode ter duas representantes por prova e as vagas ficarão com os donos dos melhores tempos entre o Brasileiro/Open e o Troféu Maria Lenk de abril do ano que vem. Henrique Martins, do Minas, lidera o ranking porque venceu o Open com 52s14. Marcos Macedo, também do Minas, tem os 52s17 que lhe deram o ouro do Brasileiro. Nicholas Santos, com 52s31, por enquanto está fora da Olimpíada, mesmo tendo índice.

Nos 400m medley, a concorrência é muito menor. Brandonn Almeida, de 18 anos, nadou praticamente sozinho, uma vez que Thiago Pereira não se inscreveu nesta distância, e venceu o Brasileiro Sênior com 4min14s07, baixando o índice em quase dois segundos. A marca é novo recorde mundial júnior, mas só será homologada se ele realizar teste antidoping - no Pan, o corintiano perdeu o recorde porque não foi submetido a teste de sangue.

200M LIVRE - Manuella Lyrio colocou um corpo de vantagem sobre as rivais para vencer os 200m livre e obter índice para o Rio-2016. A atleta do Pinheiros fez 1min58s43, superando com até relativa folga o tempo necessário: 1min58s43. Larissa Oliveira, que também briga por índice, ficou num decepcionante quinto lugar, com 2min00s92.

Como o Brasil está classificado para o revezamento 4x200m, a seletiva também vale para formar o ranking que vai definir as (pelo menos) quatro brasileiras que irão nadar o revezamento em 2016. À espera do Maria Lenk, o ranking tem: Jéssica Cavalheiro (1min59s77), Maria Paula Heitmann (2min00s24s) e Larissa Oliveira (2min00s54 da manhã). Rafaela Raurich, de 15 anos, aparece em quinto, tendo feito duas vezes 2min00s67. Joanna Maranhão deve abrir o revezamento do Pinheiros, fazer tomada de tempo, e tem tudo para também entrar no time.

No masculino, Nicolas Nilo Oliveira (Minas), que fez 1min47s09 pela manhã, optou por não nadar o Open. João de Lucca, que também fez índice no Brasileiro Sênior, ditou ritmo lento à tarde e venceu com 1min48s38. O ranking para o revezamento ainda tem Luiz Altamir com 1min48s34 e Leonardo de Deus com 1min49s02. Os dois fizeram essas marcas pela manhã. Giovanny Lima, de 18 anos, tem 1min49s19 e deve brigar por uma das vagas no Rio-2016.

ELAS - Companheiras no Sesi-SP, Etiene Medeiros e Daynara de Paula sentiram o cansaço de uma temporada longa e não conseguiram índice nas provas que são suas especialidades. Etiene venceu os 100m costas, com 1min00s48, mas o índice era 1min00s25. Daynara levou a melhor nos 100m borboleta, com 58s98, porém precisava de 58s74.

Etiene e Daynara, entretanto, têm apresentado bons resultados nas provas de velocidade e ainda buscam índice nos 50m e 100m livre. Como foram as mais rápidas nos 100m costas e borboleta, respectivamente, saem na frente para nadarem o 4x100m medley no Rio. Etiene não tem rivais - foi 2s mais rápida que Natália de Luccas, do Corinthians -, mas Daynara briga contra Daiene Dias, que fez 58s93 pela manhã.

Outra estrela da natação feminina, Joanna Maranhão (Pinheiros) de novo nos 400m medley, vencendo com 4min41s82, novamente abaixo do índice olímpico, mas com marca pior do que da manhã. Segunda colocada, Florencia Perotti, do GNU, com 4min50s31, ficou a 7s do índice.

NÃO-OLÍMPICAS - As provas de 50m peito não valeram como tomada de índice, porque a distância não consta nos programa olímpico. Mesmo assim, os resultados foram relevantes. Entre os homens, João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros), voltando de suspensão por doping, venceu com 27s18, mesmo nadando sem raspar os pêlos do corpo - estava inclusive de cavanhaque. Ele, Felipe Lima e Felipe França nadaram dentro do equivalente ao top15 do ranking mundial.

No feminino, a vitória ficou com Jhennifer da Conceição, de 18 anos. A flamenguista completou os 50m peito em 31s17, contra 31s37 de Ana Carla Carvalho, do Pinheiros, que ganhou pela manhã. O resultado de Jhennifer é o melhor da natação brasileira nos 50m peito desde a proibição dos trajes tecnológicos, ao fim de 2009.

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