Lai Seng Sin/AP - 22/3/12
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Em Valência, seis pilotos têm obrigação de reagir

Button, Raikkonen, Massa, Schumacher, Senna e Hulkenberg precisam melhorar se quiserem estar nas pistas em 2013

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h07

Enquanto Lewis Hamilton, da McLaren, com 88 pontos, Fernando Alonso, Ferrari, 86, Sebastian Vettel, Red Bull, 85, e Mark Webber, também da Red Bull, 79, vão lutar, domingo, ponto a ponto, pela liderança do Mundial, no GP da Europa, em Valência, pelo menos seis pilotos tentarão reverter a fase de resultados abaixo do que eles e suas equipes esperavam: Jenson Button, McLaren, Kimi Raikkonen, Lotus, Michael Schumacher, Mercedes, todos campeões do mundo, e Felipe Massa, Ferrari, Bruno Senna, Williams, e Nico Hulkenberg, Force India. E o futuro de alguns deles na Fórmula 1 depende do que fizerem nas próximas corridas.

As possibilidades maiores de conquistar a vitória domingo na oitava prova do calendário sugerem estar com os quatro primeiros colocados no Mundial, cuja ordem pode mudar radicalmente tal a intensidade da disputa. Mas o estoque de vencedores este ano na Fórmula 1 pode não ter chegado ao fim, ainda. Potencialmente não acabou. Sete pilotos diferentes ganharam as sete primeiras etapas do campeonato. A Lotus não faz parte dessa lista, já demonstrou, porém, velocidade e resistência para vencer com Raikkonen e Romain Grosjean. E por pior que seja o momento de Schumacher e Massa não é possível nunca descartá-los como candidatos. O alemão já ganhou impressionantes 91 GPs e Massa, 11, dentre eles o de Valência, em 2008.

Curiosamente, parte importante das atenções em Valência vai estar sobre os dois mais Raikkonen, Button, Bruno e Hulkenberg. Seus companheiros de equipe têm realizado trabalho bem melhor, no geral, este ano. Será fundamental para os que dependem de resultados reverter a situação, casos de Massa, Bruno e Hulkenberg. Têm no máximo até o GP da Itália, o último da séria europeia, dia 9 de setembro, para convencer seus times a renovar seus contratos.

Schumacher fala em "azar", afinal abandonou cinco das sete corridas do ano, por quebra do equipamento, falha da Mercedes nos pit stops ou por se envolver em acidentes.

Massa não teve dificuldades técnicas com o carro, mas começou a se sentir à vontade para expor sua velocidade apenas em Mônaco, há duas etapas. "Eu sou o mesmo, o que mudou foi o comportamento da minha Ferrari." Em Montreal, tinha condições de lutar pelo pódio, não fosse o erro primário na quinta volta.

Dois pontos nas últimas quatro provas. Essa é a realidade de Button. Hamilton, com a mesma McLaren, nas mesmas quatro etapas, somou 45. "O pior é que desconheço as razões de ter ficado tão para trás", comentou Button, no Canadá. Seu futuro não está em risco, mas a hora para reagir é agora para continuar com o moral alto na McLaren.

Os integrantes da Lotus dão sinais de estarem ficando cheios das reclamações de Raikkonen quanto ao sistema de direção do carro. Com o esperado calor e as características do circuito de Valência espera-se que a Lotus ande bem no GP da Europa. É um boa oportunidade para Raikkonen reinserir-se dentre os que lutam pelos primeiros lugares.

Por fim, Bruno e Hulkenberg também precisam ficar à frente de seus companheiros domingo. É assim que as coisas funcionam na Fórmula 1. Pilotos sem sucesso, ainda, têm de estar sempre provando serem uma boa opção para a equipe. E como os resultados têm mostrado, a responsabilidade cresceu este ano.

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