Hévio Romero/Estadão
Hévio Romero/Estadão

Em vídeo, Maguila pede para deixar clínica onde está internado

Ex-boxeador sofre de síndrome neurodegenerativa causada por frequentes golpes na cabeça

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2018 | 11h08

Ex-boxeador Maguila gravou um vídeo onde pede para deixar a clínica onde está internado em Itú, no interior de São Paulo. Aos 60 anos, um dos grandes nomes do boxe brasileiro sofre há anos de Encefalopatia Traumática Crônica, síndrome neurodegenerativa causada por frequentes golpes na cabeça, o mal dos pugilistas. Mas ela não é exclusiva dos lutadores. As pesquisas mais recentes se debruçam sobre o futebol americano, hóquei e rúgbi. Não tem cura e é lentamente progressiva com uma sobrevida de 20 anos.

 

"Tô aqui nessa clínica internado, que a minha mulher me colocou aqui. Eu quero ir embora, mas a clínica não deixa. Estou há um ano e meio aqui. A clínica não quer deixar eu ir embora porque é propaganda para a clínica. Ela não quer deixar eu ir embora. Eu quero uma força de vocês aí, meu povo, para eu ir embora daqui", diz em imagens que circulam nas redes sociais.

Maguila foi internado no fim 2017 mostrando agressividade e precisando receber alimentos por sonda porque não conseguia mastigar. Em sua última entrevista ao Estado, em 2016, o campeão brasileiro, sul-americano  e mundial dos pesos pesados já havia passado por outros três internações e falava em voltar a trabalhar na TV.

“Nós estamos tomando providências judiciais cabíveis e necessárias. Foi uma surpresa para nós também e, por enquanto, estamos apurando os fatos. Ficamos sabendo que foi um paciente da clínica que fez isso e, realmente, o Maguila precisa de cuidados. Não tem como ele ficar em casa. É lógico que agora está melhor do que estava, e com certeza quer vir embora, mas não dessa forma. Ninguém está obrigando ele a ficar lá”, disse a mulher de Maguila, Irani Pinheiro, ao programa programa A Tarde é Sua, da RedeTV.

Ao site G1, a clínica alegou que um paciente que tinha um celular pediu para Maguila repetir as palavras ditas por ele. “Não está abandonado por ninguém. Ele está bem cuidado. Essa pessoa criou essa inverdade, essa situação constrangedora e já foi identificada e será penalizada por essa mentira”, disse o terapeuta responsável, Pales Campos.

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