Em visita rápida, Colinas conhecerá 'selecionáveis'

O técnico da seleção feminina de basquete, Carlos Colinas, foi apresentado oficialmente ontem, em São Paulo, embora tenha sido recebido o cargo em 3 de março. No mesmo dia, o espanhol já iniciou uma das partes essenciais de seu trabalho: conhecer, de perto, a realidade da modalidade no País.

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2010 | 00h00

Em sua primeira passagem pelo Brasil, o treinador terá quatro dias para ver três jogos do Campeonato Paulista. Ontem, esteve em Santo André para assistir ao time da casa enfrentar o líder Catanduva. "Os campeonatos do Brasil precisam voltar ao patamar de 10, 12 anos atrás. Eram os mais fortes do mundo", afirmou.

Colinas conversou com seis jogadoras que atuam na Europa ? Adrianinha, Alessandra, Érika, Franciele, Iziane e Kelly. Também falou com Helen Luz, que estava na Espanha e defende Americana. Agora, observará atletas que atuam no País. Em uma lista preparada por Hortência, diretora de seleções femininas, com os assistentes Claudio Tarallo e Janeth, aparecem 18 jogadoras "convocáveis". "Mas a decisão final dos nomes será do técnico", ressaltou Hortência, que já foi acusada de impor a convocação de Iziane. Com um contrato válido apenas até o fim do Mundial da República Checa, em setembro, Colinas afirmou que tem tempo suficiente para fazer um bom trabalho. Com discurso contraditório, Hortência diz que o técnico está inserido em um trabalho de médio a longo prazo, visando os Jogos de 2016.

O técnico também sinaliza que, para a competição, não deve abrir mão de veteranas como Adrianinha, Alessandra e Helen. "Não convoco jogadoras de acordo com a data de nascimento, mas por causa de suas atuações."

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