EMA: portugueses mostram regularidade

Desde o início da maior corrida de aventura da América Latina, a EMA (Expedição Mata Atlântica), na Floresta Amazônica, no Pará, a equipe Trifene UTL Aventura, de atletas portugueses, se destaca pela regularidade. "Desde a largada, disputamos a última posição", brinca o capitão Luís Sérgio, de 33 anos. O objetivo é terminar a prova, mesmo que isso signifique "mais de um dia", atrás do campeão. "Chegaremos a tempo da festa de encerramento, sábado à noite", promete ele. Ana Vilar, de 28 anos, Ana Gabriel, de 38, e Maria Amador, de 30, completam o time, que está apenas 4 horas atrás dos líderes - a finlandesa Nokia Adventure e a paulista Lontra Radical. Como optou pela categoria aventura, o time faz um percurso menor e já não tem de passar por três postos de controle, "economizando" 20 horas. Os portugueses querem concluir os 550 quilômetros "sem nenhuma beliscadura" e acham "loucos" os que sacrificam a saúde para competir. Aproveitam a corrida para conhecer a Floresta Amazônica com emoção e sem estresse: "Queremos chegar ao fim sem dores e felizes". O time conseguiu patrocínio um mês antes da viagem: um analgésico para aliviar as cólicas menstruais. "Claro, o nosso time tem mais mulher", justifica Ana Gabriel. Se os favoritos, na ânsia de vencer, lamentam o pouco descanso, os portugueses mais dormem do que competem. Chegaram a passar uma noite na casa de um criador de gado, perto do Rio Amazonas, porque não achavam a trilha para o posto de Monte Alegre. Desde terça-feira, os atletas estão na fase mais complicada da prova, com escalada, rappel e trilhas na mata densa e úmida. Cerca de 60% das 48 equipes que largaram já "caíram" para a categoria aventura ou foram desclassificadas por perder um atleta. É o caso do Atenah, único time brasileiro com três mulheres e um homem. O californiano Joseph Escobar, que formou o time com Eleonora Audrá, Karina Bacha e Sílvia Guimarães, saiu da disputa com bolhas de sangue nos pés. Começou a sentir dores no segundo dia, mas tentou continuar. Teve febre, tremedeira e o batimento cardíaco chegou a 206 por minuto. Na madrugada desta quarta-feira, após duas horas em lombo de burro, foi resgatado por um helicóptero da FAB. Por causa da pele necrosada, terá de ser operado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.